- O programa “Portugal Acolhe” já tem 27 adesões entre unidades hoteleiras e alojamento local, sobretudo no centro do país.
- O Turismo de Portugal lançou o programa de alojamento de emergência “O Turismo acolhe” para populações afetadas pelas tempestades Kristin, Leonardo e Marta, abrangendo 68 concelhos em estado de calamidade.
- A Associação da Hotelaria de Portugal indicou participação, referindo que foi feito um inquérito aos associados para diagnóstico de danos, para saber quem já acolhe e para aferir a disponibilidade.
- Destina-se a pessoas com residência principal num concelho abrangido pela calamidade e cuja necessidade de alojamento temporário seja comprovada, incluindo trabalhadores de entidades públicas envolvidos na reconstrução.
- A gestão é do Turismo de Portugal, que financia e monitoriza a medida até 28 de fevereiro, com possibilidade de prorrogação conforme evolução da situação.
Portugal Acolhe já agrega 27 unidades hoteleiras e de alojamento local, sinalizando adesões de estabelecimentos para alojamento de emergência destinado a famílias afetadas pelas tempestades. A confirmação é da Lusa, junto do site oficial do Turismo de Portugal.
Bernardo Trindade, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, afirmou que a participação é constante. O evento decorre no Porto, onde hoje começa o 35.º Congresso Nacional da AHP.
Na terça-feira, o Turismo de Portugal anunciou o programa de alojamento de emergência, criado para responder às famílias dos 68 concelhos em estado de calamidade, atingidos pela depressão Kristin. O objetivo é habitação rápida.
A AHP explicou ter lançado um inquérito aos associados: diagnóstico de danos, pessoas já acolhidas e disponibilidade de vagas. O levantamento inicial já está em curso.
Antes do lançamento oficial, algumas unidades já abriram portas expressamente para acolhimento, especialmente nas áreas mais afetadas, onde o turismo é uma referência económica.
Descrição do programa e elegibilidade
O programa beneficia quem tem residência principal nos concelhos abrangidos e precisa de alojamento temporário comprovado por declaração da câmara municipal. Também abrange trabalhadores destacados para reconstrução.
A gestão é assegurada pelo Turismo de Portugal, que coordena o apoio financeiro às empresas aderentes e a monitorização da implementação. O prazo vigente vai até 28 de fevereiro, com possível prorrogação.
Entre as vítimas, quinze pessoas morreram desde 28 de janeiro. Ressalvaram-se ainda centenas de feridos e desalojados, com danos materiais significativos nas infraestruturas públicas e privadas.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a calamidade a 68 concelhos até dia 15, anunciando medidas de apoio financeiro significativas.
Congresso da Hotelaria e Turismo
O 35.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP, reúne mais de 450 participantes. O evento ocorre num contexto de recuperação setorial e de coordenação entre entidades públicas e privadas.
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