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Mortes por doenças circulatórias atingem menor nível em 30 anos em 2023

Portugal regista, em 2023, o menor nível de mortalidade por doenças do aparelho circulatório em trinta anos, com redução de internamentos e melhor controlo de fatores de risco

Doença cardíaca
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  • Portugal registou em 2023 o valor mais baixo de mortalidade por doenças do aparelho circulatório nos últimos 30 anos, apesar de serem a principal causa de morte, representando cerca de 25% do total de óbitos.
  • O relatório “10 Anos das Doenças Cérebro e Cardiovasculares em Portugal (2013–2023)” aponta melhorias nos cuidados primários, com mais controlo da pressão arterial e do LDL, e aumento de consultas de cessação tabágica.
  • Entre 2017 e 2023 houve redução superior a 10% em todas as patologias, com quedas mais expressivas em enfarte agudo do miocárdio (-20,7% internamentos; -29,5% letalidade) e em AVCs (-20,1% internamentos; -20,5% letalidade no hemorrágico; -12,1% no isquêmico).
  • No período, ocorreram 198.927 internamentos por doenças cérebro e cardiovasculares, com mais de 80% relacionados com AVC agudo; a mediana de idades foi de 76 anos e a letalidade hospitalar global manteve-se em 12,3% (pico de 13,3% em 2020).
  • Desafios para a próxima década incluem a elevada mortalidade associada à insuficiência cardíaca, desigualdades regionais no acesso a cuidados de alta complexidade, necessidade de reforço da reabilitação cardiovascular e expansão de terapias e técnicas minimamente invasivas.

Ontem foi divulgado um relatório que indica que, em 2023, Portugal atingiu o valor mais baixo de mortalidade por doenças do aparelho circulatório nos últimos 30 anos. O estudo cobre 2013 a 2023 e é divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). O documento aponta que, embora estas patologias continuem a ser a principal causa de óbito, representam cerca de 25% do total, com tendência de redução gradual.

A análise mostra que Portugal apresenta indicadores de mortalidade por cérebro e cardiovascular iguais ou abaixo da média europeia. Entre 2015 e 2024, o relatório observa melhorias nos cuidados primários, nomeadamente controlo da pressão arterial e de colesterol LDL em diabéticos, além de um aumento das consultas de cessação tabágica.

Panorama das hospitalizações

Nos últimos dez anos, os internamentos por doenças do aparelho circulatório caíram 19%, graças a avanços na prevenção e no tratamento. Entre 2017 e 2023, houve redução superior a 10% em todas as patologias, com quedas expressivas nos casos de enfarte agudo do miocárdio e nos AVC.

Entre 2017 e 2023, ocorreram 198.927 internamentos por doenças cérebro e cardiovasculares, sendo mais de 80% por AVC agudo. O total de internamentos teve uma participação de 50,2% de homens, com idade mediana de 76 anos. A letalidade hospitalar manteve-se em 12,3%, com pico de 13,3% em 2020.

Desafios e avanços

A insuficiência cardíaca continua a ser um dos principais desafios da próxima década, com redução de 37% nos internamentos, mas mortalidade elevada. Mais de 65% dos internamentos por AVC e por insuficiência cardíaca ocorrem em maiores de 70 anos.

A via de melhorias destacou a expansão das vias de acesso rápidas ao tratamento do AVC e da doença coronária, contribuindo para a sobrevivência. O relatório também aponta desigualdades regionais no acesso a cuidados de alta complexidade.

Perspetivas e tecnologia

Os dados evidenciam melhoria da resposta aguda, maior capacidade técnica e uso de terapêuticas avançadas. O documento sublinha uma transformação tecnológica marcada, com aumento de procedimentos minimamente invasivos e alinhamento com padrões europeus de cuidados cardiovasculares.

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