- Morador da Cova da Moura contesta a versão da PSP de que havia uma faca (punhal) no local onde Odair Moniz morreu, dizendo que não viu a arma nem que ele tivesse qualquer movimento brusco.
- A agente de investigação criminal da PSP, Inês Oliveira, afirmou ter visto um punhal junto ao corpo, mas não garantiu que a arma estivesse no local desde a chegada da emergencia.
- A testemunha policial também afirmou que havia duas bolsas na cintura de Moniz e que levantou-as ao apurar os ferimentos, sugerindo que as bolsas estavam fechadas e que mais tarde houve dinheiro no interior.
- Odair Moniz, de 43 anos, residente no Amadora, foi morto a tiro no dia 21 de outubro de 2024, após resistência à detenção por parte de um agente da PSP, durante uma fiscalização.
- O Ministério Público descreve dois disparos: um no tórax a distância entre vinte e cinquenta centímetros, e outro na virilha a distância entre setenta e cinco centímetros e um metro; o polícia Bruno Pinto está acusado de homicídio e aguarda julgamento.
Uma agente da PSP que esteve no bairro da Cova da Moura na madrugada em que Odair Moniz morreu afirmou ter visto um punhal junto ao corpo. A versão contraria-se com o testemunho de um morador presente no local.
Durante o julgamento ao agente da PSP acusado de homicídio, a investigadora Inês Oliveira disse ter observado duas bolsas na cintura de Moniz e a presença de uma arma branca perto das mesmas. A defesa questionou a autenticidade dessa observação, especialmente quanto ao momento em que o punhal teria surgido.
A agente explicou que só conseguiu confirmar a presença do punhal após a chegada da VMER, não assegurando que a arma estivesse no local desde o início. A justificativa apontou para dificuldades de iluminação como fator que dificultou a percepção prévia.
Em contrapartida, um morador presente na Cova da Moura relatou em tribunal que não viu nenhuma faca nas mãos de Moniz, apenas uma bolsa. O depoente gravou parte do desenrolar dos acontecimentos até a chegada de mais meios de socorro e de agentes da PSP.
Odair Moniz, 43 anos, residente no Bairro do Zambujal, Amadora, foi abatido a tiro pelo agente Bruno Pinto em 21 de outubro de 2024, após suposta fuga e resistência à detenção, segundo a versão do MP.
O Ministério Público sustenta que Moniz foi atingido por dois projéteis: um no tórax, a uma distância de 20 a 50 cm, e outro na virilha, entre 75 cm e 1 m. O despacho não indica qualquer ameaça com uma arma branca por parte da vítima.
Bruno Pinto permanece livre e suspenso de funções há cerca de um ano. O processo acusa-o de homicídio, com pena prevista entre oito e 16 anos de prisão, conforme o MP.
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