- A Ordem dos Médicos pediu coragem política para reformar o serviço de urgência e alertou que médicos internos não devem ser colocados onde faltam médicos especialistas, por questões de segurança e burnout.
- O bastonário, Carlos Cortes, disse que “não são carne para canhão” e que sem mudanças o Serviço Nacional de Saúde pode afundar-se.
- Colocar todos os recursos no serviço de urgência cria disfunção no internato médico e afasta jovens de especialidades como a Medicina Interna.
- O SNS precisa de especialistas e não de médicos sem diferenciação, e a pressão no urgência tem impactos na formação médica.
- A OM revelou um aumento de vagas para formação de especialistas no SNS, de 1.680 em 2017 para 2.335 em 2026, mantendo o foco na idoneidade dos serviços.
Durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, pediu coragem política para mudar o serviço de urgência. A defesa é simples: evitar colocar médicos internos onde faltam especialistas.
Cortes afirmou que usar internos em serviços com carência de especialistas coloca em causa a segurança dos utentes e aumenta o risco de burnout entre os médicos. O objetivo é evitar que o SNS se afunde.
O presidente da OM acrescentou que a concentração de recursos no serviço de urgência cria disfunções na formação dos internos, desviando jovens médicos de especialidades como a Medicina Interna. O SNS precisa de diferenciação entre profissionais.
A Ordem mostrou dados sobre vagas para especialização no SNS, com um aumento de 1680 vagas em 2017 para 2335 em 2026, o maior número já registado. A tendência é apresentada como sinal de resposta à formação.
Carlos Cortes referiu ainda o trabalho de avaliação da formação em serviços de saúde, destacando visitas realizadas pela OM para manter a idoneidade. Citou o Hospital Amadora-Sintra como exemplo de intervenção para manter médicos especialistas na formação.
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