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Investimento do SNS em dispositivos cardíacos supera custos com cirurgia

SNS investe mais de 160 milhões de euros por ano em procedimentos percutâneos cardiovasculares, 40% acima de 2021, sinalizando mudança de prática e maior pressão orçamental

Mulher recebe coração mecânico no Hospital de Gaia
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  • O SNS investiu em procedimentos e dispositivos percutâneos cardiovasculares mais 40% entre 2021 e 2024, ultrapassando os 160 milhões de euros anuais, frente aos cerca de 110 milhões de euros com cirurgia convencional.
  • Válvulas aórticas percutâneas representam a maior fatia da despesa, cerca de 66 milhões de euros ( ~40% ); seguem desfibrilhadores-cardioversores implantáveis (48 milhões, 29%), pacemakers (22 milhões, 13%) e stents coronários (mais de 13 milhões, 8%).
  • A atividade de cirurgia cardíaca manteve-se estável entre 2017 e 2023, com cerca de 33 mil cirurgias e custo acumulado superior a 740 milhões de euros; o volume foi de aproximadamente 3.800 em 2020 para mais de 5.600 em 2023, e o custo anual variou entre 88 milhões e 128 milhões de euros.
  • A cirurgia valvular continua a representar a maior parcela da despesa (60 a 65%), devido ao preço das próteses (~2.000 euros por unidade) e à complexidade; a revascularização coronária isolada representa 15 a 20%, e as cirurgias CABG mais valvulares, 6 a 7% com maior custo unitário.
  • O relatório alerta que a estagnação do investimento em cirurgia exige cautela: ampliar procedimentos percutâneos não elimina a necessidade de capacidade cirúrgica qualificada para casos complexos; houve queda da mortalidade por doenças do aparelho circulatório entre 2013 e 2023.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a alocar, já, mais de 160 milhões de euros por ano em procedimentos e dispositivos percutâneos cardiovasculares. Entre 2021 e 2024, este investimento cresceu 40% face ao período anterior, superando o gasto com cirurgia convencional. Dados constam no relatório da Direção-Geral da Saúde.

Segundo o documento “10 Anos das Doenças Cerebro e Cardiovasculares em Portugal (2013–2023)”, a despesa está a incorporar novas terapêuticas estruturais e tecnologia de alto custo. O envelhecimento populacional aumenta o número de doentes elegíveis, abrindo caminho a uma trajetória de despesa tecnológica contínua.

Investimento por área e implicações

As válvulas aórticas percutâneas representam a maior fatia da despesa, com cerca de 66 milhões de euros, cerca de 40% do total. Seguem-se desfibrilhadores-cardioversores implantáveis, com 48 milhões (29%), pacemakers, 22 milhões (13%), e stents coronários, com pouco mais de 13 milhões (8%).

O relatório destaca a eficácia clínica dos procedimentos per cutâneos, associada a redução de mortalidade e reinternamentos. Contudo, alerta para a necessidade de vigilância orçamental, avaliação custo-efetividade e negociação com fornecedores para manter equilíbrio entre custo e benefício.

Cirurgia cardíaca no contexto da despesa

A atividade de cirurgia cardíaca manteve-se estável entre 2017 e 2023, com variações anuais. Entre 2013 e 2023 realizaram-se cerca de 33 mil cirurgias, num custo acumulado superior a 740 milhões de euros. O volume variou entre ~3.800 em 2020 e >5.600 em 2023.

A cirurgia valvular continua a representar a maior parcela da despesa anual, entre 60% e 65%, devido ao custo das próteses (cerca de 2.000 euros por unidade) e à complexidade técnica. Seguem-se a revascularização isolada e as cirurgias combinadas CABG+valvulares.

Perspetivas demográficas e necessidades

As cirurgias da aorta apresentam um peso menor, mas mostram tendência de crescimento, refletindo o envelhecimento e o aumento de aneurismas torácicos e dissecções. O relatório sublinha que a estagnação do investimento em cirurgia não elimina a necessidade de capacidade cirúrgica qualificada.

Contexto de mortalidade e utilizadores

Entre 2013 e 2023, Portugal registou redução significativa da mortalidade por doenças do aparelho circulatório, com 2023 a apresentar o valor mais baixo dos últimos 30 anos. O documento enaltece ganhos de saúde, sem extrair conclusões.

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