- Foi criado um gabinete pluridisciplinar para acompanhar a transição dos habitantes da aldeia do Pisão, no Crato, devido à construção da Barragem do Pisão.
- A estrutura junta técnicos da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e do Município do Crato, especializados em engenharia, ambiente, ação social, sociologia, arquitetura, arqueologia e jurídica.
- O gabinete acompanhará as infraestruturas primárias e manterá uma comunicação contínua e transparente com a população envolvida, preparando os diferentes momentos do processo.
- O projeto, com investimento de mais de 220 milhões de euros, implica a submersão da aldeia e a criação de uma nova aldeia no Monte da Velha, para abastecimento de água, regadio e energia renovável.
- A nova aldeia ficará na zona do Monte da Velha, com área de expansão; a população do Pisão era de cerca de 70 habitantes em novembro, segundo a associação local.
Um gabinete pluridisciplinar foi criado para acompanhar a transição dos habitantes da aldeia do Pisão, no Crato, com vista à realojamento numa nova povoação. A medida surge na sequência da construção da Barragem do Pisão.
A estrutura reúne técnicos da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e do Município do Crato, especializados em engenharia, ambiente, ação social, sociologia, arquitetura, arqueologia e jurídica. A sua função é acompanhar infraestruturas e facilitar a comunicação com a população.
O gabinete funciona em conformidade com a DCAPE e com a Medida 9 da fase de Pré-Construção, assegurando um processo estruturado, digno e respeitoso com os interesses dos habitantes. A CIMAA enfatiza a cooperação estreita com residentes e representantes locais.
Paralelamente, o gabinete supervisiona a obra da nova aldeia do Pisão, promovendo apoio ativo à transição, desde infraestruturas até ao realojamento definitivo. O acompanhamento prolonga-se ao longo de toda a empreitada.
A Barragem do Pisão, também designada Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, é considerada estratégica para a resiliência hídrica do distrito de Portalegre. O projeto está integrado no programa Sustentável 2030 e financiado pelo Fundo de Coesão, com aprovação de transferência pela Comissão Europeia.
O investimento total supera os 220 milhões de euros, num território de cerca de 10 mil hectares. A submersão da aldeia Pisão está prevista, visando assegurar abastecimento público, novas zonas de regadio e produção de energia renovável.
A nova aldeia deverá nascer na zona do Monte da Velha, perto da atual povoação, com uma área de expansão prevista. Em novembro, a associação de residentes estimava a comunidade em torno de 70 pessoas.
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