- O ex-professor Jacques Leveugle, de 79 anos, é acusado de violação agravada e abuso sexual de 89 menores em vários países entre 1967 e 2022; está em prisão preventiva desde fevereiro de 2024 e voltou a estar sob custódia desde abril de 2025.
- Os crimes teriam ocorrido na Alemanha, Suíça, Marrocos, Níger, Argélia, Filipinas, Índia, Colômbia, França e Nova Caledónia, com o suspeito deslocando-se entre países para trabalhar ou dar aulas.
- A estimativa de vítimas baseia-se em documentos guardados numa pen drive, nas quais o arguido descreve relações sexuais com menores entre 13 e 17 anos; a pen drive foi descoberta por um sobrinho.
- O procurador Étienne Manteaux revelou o nome do suspeito para permitir que potenciais vítimas se apresentem, destacando que o caso foi considerado único e que os factos ainda estão a ser verificados.
- Durante a investigação, o arguido confessou também homicídios da mãe e da tia, ocorridos nas décadas de 1970 e 1990; esses crimes estão a ser investigados separadamente.
O ex-professor francês Jacques Leveugle, de 79 anos, é acusado de violação agravada e abuso sexual de 89 menores em vários países entre 1967 e 2022. As acusações foram tornadas públicas pelas autoridades francesas, que apelam a testemunhas. Leveugle encontra-se em prisão preventiva desde fevereiro de 2024.
O procurador de Grenoble, Étienne Manteaux, informou que o suspeito foi colocado sob estrita supervisão judicial e violou as medidas impostas, estando novamente detido desde abril de 2025. Os crimes teriam ocorrido em múltiplos países, incluindo Alemanha, Suíça, Marrocos, Níger, Argélia, Filipinas, Índia, Colômbia, França e Nova Caledónia.
A investigação baseou-se, em parte, numa pen drive onde Leveugle descrevia relações sexuais com menores entre 13 e 17 anos. O documento foi encontrado por um sobrinho, que questionava a história do tio, conforme explicou o procurador.
Contexto da investigação
Segundo Manteaux, o suspeito deslocava-se para diferentes países para trabalhar ou dar explicações como professor, o que permitia conhecer jovens. A descoberta da pen drive complicou a identificação de vítimas, dado o registo de apenas alguns primeiros nomes há algumas décadas.
Homicídios confessados
Durante o inquérito, Leveugle reconheceu ainda ter morto a mãe e a tia, acontecimentos ocorridos nas décadas de 1970 a 1990. Foi aberta uma investigação separada para estes homicídios, já reconhecidos e admitidos pelo arguido, que alegou ter agido por um desejo de vingança.
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