- Desde 28 de janeiro, após a tempestade Kristin, milhares de pessoas em Portugal continuam sem rede de telecomunicações, com dezenas de concelhos afetados nos distritos de Leiria, Santarém, Castelo Branco e Coimbra.
- O número exato de clientes sem serviço não foi divulgado pelas operadoras. Duas semanas depois, alguns já sabem que vão ficar pelo menos mais duas semanas sem todos os serviços.
- O Presidente da República já criticou a demora e o regulador reforçou a pressão sobre as operadoras, emitindo recomendações.
- As empresas dizem que já cumprem a maioria dessas sugestões da Anacom, mas alertam que há medidas que não faz sentido implementar.
- Os operadores também afirmam que a partilha de redes temporária não se mostra eficaz, e que o roaming temporário não avança neste momento.
Desde 28 de janeiro, quando a tempestade Kristin devastou cerca de 70 concelhos nos distritos de Leiria, Santarém, Castelo Branco e Coimbra, milhares ficaram sem rede de telecomunicações. O número exato de clientes não foi divulgado pelas operadoras.
Duas semanas depois, as operadoras indicam que já respondem a recomendações da ANACOM, mas alertam que não irão cumprir todas. O roaming temporário não avança como solução abrangente.
A demora foi criticada pelo Presidente da República, enquanto o regulador manteve pressão sobre as operadoras para acelerar a resposta. As empresas, por sua vez, defendem que algumas medidas propostas não fazem sentido.
Situação atual
As zonas afetadas continuam com interrupções significativas na rede móvel e de internet. Mesmo em áreas com rede, muitos utilizadores relatam qualidade degradada e falta de estabilidade no serviço.
O impacto envolve serviços básicos e atividades económicas locais. O objetivo das autoridades é restabelecer conectividade com prioridade, evitando novos constrangimentos aos cidadãos.
Posição das operadoras
As empresas afirmam que já implementaram parte das recomendações, nomeadamente melhorias de redundância e de comunicação com os clientes. Mantêm, no entanto, reservas sobre medidas de curto prazo que consideram ineficazes.
A indústria aponta que a cooperação entre operadores poderia acelerar a recuperação, mas ressalva que a partilha total de redes temporárias permanece difícil de operacionalizar.
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