- Moradores do Bairro do Matadouro, em Almada, denunciam cortes de luz há 18 meses, com falhas quatro vezes por semana entre as 8h00 e as 23h00.
- A situação foi levada à Assembleia Municipal, onde a E-Redes disse estar a realizar uma intervenção estrutural para criar um circuito independente, com conclusão prevista para dezembro.
- Além dos cortes nas moradias, há falhas nas pracetas do bairro; no entanto, o bairro vizinho Penajoia continua com energia, apesar de ser uma area ilegal.
- A rede é afetada por ligações ilegais da Penajoia, com impacto estimado em pelo menos 500 famílias; há uma petição online para criar uma comissão parlamentar sobre o tema.
- A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, referiu promessas não cumpridas de planos nacionais para Penajoia e Raposo; críticas à autarquia foram apresentadas durante o debate.
Moradores do Bairro do Matadouro, em Almada, afirmam viver há 18 meses com cortes frequentes de eletricidade, em casa e na via pública, sem perspetivas de resolução. As queixas foram apresentadas na Assembleia Municipal de Almada.
O problema já tinha sido discutido na reunião de câmara de dezembro de 2025. A E-Redes alegou estar a realizar uma intervenção estrutural na rede: substituição e enterramento de rede aérea para criar um circuito independente, com conclusão prevista para dezembro.
Segundo a empresa, as interrupções resultam de sobrecargas provocadas por ligações ilegais vindas do Bairro da Penajoia, o que compromete a estabilidade da rede na zona. A Penajoia é um aglomerado habitacional ilegal em terrenos do IHRU.
Persistência do problema
Poucos meses depois, os moradores dizem que as falhas continuam, incluindo cortes de luz nas pracetas do Matadouro. Em frente, no bairro Penajoia, a eletricidade continua disponível, o que agrava o sentimento de desigualdade entre as comunidades.
Manifestantes destacaram que a interrupção afeta pelo menos 500 famílias. Também foi criada uma petição online para formar uma comissão parlamentar que analise o acesso à energia no Matadouro.
A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, referiu que o ministro das Infraestruturas e Habitação tinha garantido, em janeiro, a apresentação de um plano, mas este não chegou. Deputados locais criticaram a autarquia pela ausência de soluções rápidas.
Entre na conversa da comunidade