- O presidente da República condecorou Lídia Jorge com a grã-cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, após lhe entregar o Prémio Pessoa 2025, numa cerimónia na Culturgest, em Lisboa.
- Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a autora pela sua intervenção pública e pelo papel de “conselheira de Estado” e nas celebrações do 10 de Junho.
- Lídia Jorge agradeceu ao Presidente, destacando a sua capacidade de explicar a engrenagem da democracia e o valor da cultura ao povo.
- O Presidente afirmou que o discurso público da escritora alargou a perceção da sua figura e do seu empenho, indo além do público da ficção portuguesa.
- Foi sublinhada a diversidade de comunidades em Portugal, o papel de escritores como cidadãos e o compromisso social e humano presente nos seus livros.
O Presidente da República condecorou Lídia Jorge com a grã-cruz da Ordem de Sant’Apostol da Espada, durante a entrega do Prémio Pessoa 2025. A cerimónia decorreu na Culturgest, em Lisboa, onde o chefe de Estado elogiou a autora pela sua ligação à realidade nacional.
A entrega do prémio antecedeu a distinção, que reconhece mérito literário e cultural. Lídia Jorge agradeceu a presença e as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, destacando a importância do apoio à cultura em Portugal.
Reconhecimento de uma carreira
O Presidente sublinhou o envolvimento direto da escritora na vida política e social portuguesa, como conselheira de Estado e nas comemorações do 10 de Junho. Disse que o seu discurso público reforçou a sua figura pública.
O chefe de Estado afirmou que a obra de Lídia Jorge expressa inquietude social e compromisso cívico, assentes na palavra e na responsabilidade cultural. Enquadrou a sua obra numa visão nacional da História.
Contexto institucional
Marcelo Rebelo de Sousa destacou Portugal como país de comunidades migrantes, com muitas histórias por falar. Enfatizou a necessidade de reconhecer a diversidade e rejeitar o divisionismo de memória.
A cerimónia enquadrou-se na atribuição do Prémio Pessoa pelo Expresso, com patrocínio da Caixa Geral de Depósitos. O prémio premia talento nacional nas áreas cultural, literária, científica ou artística.
Nota final
O Presidente recordou ainda a memória de Francisco Pinto Balsemão, criador do prémio, associado à ideia de reconhecer talento nacional. Marcelo Rebelo de Sousa concluiu o discurso reforçando o papel da cultura em Portugal.
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