- A Linha Internet Segura recebeu 949 casos de cibercrime e violência em 2025, um aumento homólogo de 39% em relação a 2024 (681 casos).
- Burlas (358 casos; +44%) e extorsão (167 casos; +90%) são os crimes mais reportados, com a violência sexual baseada em imagens e a partilha não consentida de imagens também significativas.
- Crimes sexuais contra crianças online registaram um aumento de 92% face a 2024, com 75 casos; 159 situações de extorsão sexual em menores e 77 de partilha não consentida de imagens.
- Mulheres e raparigas são as principais vítimas (53,1% dos casos reportados), com maior incidência de burlas de comércio online, burlas de investimento/criptomoedas e burlas românticas.
- As situações costumam iniciar nas redes sociais e mover-se para plataformas encriptadas, como o WhatsApp; o serviço é coordenado pelo Centro Internet Segura, com apoio da APAV.
A Linha Internet Segura (LIS) recebeu 949 casos de cibercrime e violência em 2025, um aumento homólogo de 39% em relação a 2024. Burlas e extorsão lideram as ocorrências, com um crescimento expressivo de crimes sexuais contra crianças online, que subiram 92%.
Lua de divulgação coincide com o Dia da Internet Mais Segura. Carolina Soares, gestora da LIS, disse que os 949 novos processos lembram o apoio já existente, ampliando-se neste ano. A LIS funciona sob o Centro Internet Segura, coordenado pela APAV.
Aburla continua a representar o maior grupo de casos, somando 358 em 2025, mais 44% face a 2024. Entre os métodos de burla, o comércio online aparece com destaque, seguido de perto pela extorsão, que cresceu 90%.
A extorsão acumula 167 ocorrências, consolidando-se como a segunda linha de maior expressão no conjunto de denúncias. Dentro da métrica de violência associada, a partilha não consentida de imagens íntimas e a violência sexual baseada em imagens ganham relevância, com a IA a facilitar também a criação de deepfakes.
No que toca a crimes sexuais contra crianças, há um aumento significativo de contactos com jovens até aos 17/18 anos. A LIS registou 75 casos nesta faixa etária, com 159 situações de extorsão sexual e 77 de partilha de imagens íntimas não consentidas.
Entre os receptores de ajuda, as mulheres e raparigas representam 53,1% dos relatos (504 casos). Contudo, também há vítimas entre homens, especialmente em burlas de investimento e em situações de extorsão sexual, conforme a evolução dos dados de 2025.
As redes sociais permanecem o ponto de partida de muitos crimes, com 362 ocorrências associadas a plataformas como Facebook, Instagram e X. Contudo, a maior parte das situações evolui para aplicações encriptadas, nomeadamente o WhatsApp, onde se verificam novas dinâmicas de contactação.
O Centro Internet Segura, que integra o CNCS, envolve várias entidades públicas e privadas, incluindo a DGE, o IPDJ, a FCT, a APAV e a Microsoft Portugal. A LIS disponibiliza dois serviços: Helpline, apoio confidencial a vítimas, e Hotline, denúncia de conteúdos ilegais online.
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