- Tempestades Kristin, Leonardo e Marta atingiram Espanha, Portugal e o Norte de África no início de 2026, provocando inundações generalizadas, com maior incidência na bacia do Tejo em Portugal.
- Em Portugal, Alcácer do Sal e a bacia do Tejo foram áreas particularmente afetadas; imagem de radar de Copernicus Sentinel-1 mostra as cheias a nordeste de Lisboa, com zonas inundadas a vermelho.
- Salvaterra de Magos registou mais de 64.000 hectares inundados até 8 de fevereiro de 2026; o Copernicus activou o Serviço de Gestão de Emergências (CEMS) para mapear 17 áreas de interesse em Portugal.
- O CEMS foi ativado a 28 de janeiro e 3 de fevereiro para monitorização de inundações em Espanha e Portugal; a ESA também divulgou imagens da chuva entre 1 e 7 de fevereiro através da missão Global Precipitation Measurement (GPM).
- Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro; o Governo prorrogou a calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, com medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Imagens de satélite da ESA mostram a extensão das inundações na bacia do Tejo, após as tempestades Kristin, Leonardo e Marta terem assolado a Península Ibérica no início de 2026. As cheias atingiram Portugal, Espanha e o Norte de África, com impacto significativo na bacia do Tejo.
A ESA sublinha que Alcácer do Sal, bem como áreas da bacia do Tejo, foram das mais afetadas em Portugal. Dados do Copernicus Sentinel-1 revelam a extensão das cheias ao redor do Tejo, destacadas em vermelho numa imagem de radar.
A imagem de 7 de fevereiro compara com 27 de dezembro, mostrando o aumento dos níveis de água. O Copernicus também indicou a ativação do Serviço de Gestão de Emergências Copernicus (CEMS) para 17 áreas de interesse em Portugal.
Proteção e monitorização
Salvaterra de Magos registou mais de 64.000 hectares inundados até 8 de fevereiro de 2026, segundo o CEMS. O serviço geoespacial apoia o mapeamento de danos e a resposta das autoridades.
Em Portugal, o CEMS foi ativado a 28 de janeiro e voltou a ser acionado a 3 de fevereiro, devido às inundações. O objetivo é quantificar a extensão das cheias e apoiar decisões de resposta.
Panorama na Península Ibérica
Em Espanha, comunidades como Andaluzia e Galiza enfrentaram impactos significativos. A região de Grazalema, em Cádis, registou mais de 500 mm de chuva em 24 horas durante as tempestades. A imagem global da chuva foi compilada pela missão GPM.
Quinze pessoas perderam a vida em Portugal desde 28 de janeiro, com centenas de feridos e desalojados. Danos incluem habitações, negócios, infraestruturas e cortes de energia, água e comunicações.
Resposta governamental
O Governo prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos e confirmou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. As ações visam assistência humanitária e recuperação de zonas afetadas.
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