- O Ministério do Interior do Egipto informou que uma “festa Epstein” planeada numa discoteca no Cairo foi proibida e o organizador detido, por não ter autorização das autoridades.
- O evento, marcado para hoje à noite, oferecia entrada gratuita para mulheres.
- A intervenção ocorre num contexto de divulgação de novos documentos do arquivo Epstein, pelos Estados Unidos, a 30 de janeiro.
- As autoridades iniciaram processos legais e publicaram fotografias do organizador com o rosto desfocado.
- A discoteca discriminou-se da iniciativa, e um dos três DJs anunciados negou envolvimento.
Uma festa chamada “Epstein”, organizada numa discoteca do Cairo, foi proibida e o organizador detido, confirmou o Ministério do Interior do Egito. O evento, com entrada gratuita para mulheres, estava marcado para a noite de hoje.
A medida ocorreu após o anúncio de que a festa não tinha obtido as autorizações legais necessárias. As autoridades iniciaram processos legais para impedir a celebração e deter o organizador, referido pela polícia em comunicado oficial.
O caso surgiu após uma denúncia de uma mulher, que se indignou com a divulgação nas redes sociais de um vídeo promocional. Fotografia do organizador aparece no relatório, com o rosto desfocado, e o panfleto publicitário foi partilhado pela imprensa.
O local emitiu uma declaração destacando que a discoteca não é responsável pela iniciativa. Um dos três DJs anunciados no panfleto negou envolvimento com o evento, contactado pela AFP.
Contexto e repercussões
Os documentos divulgados pelos promotores norte-americanos relacionam-se com o caso de Jeffrey Epstein, um financeiro condenado por crimes sexuais envolvendo menores. Epstein morreu em 2019 numa cela, durante o aguardado julgamento.
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