- O distrito de Aveiro passou de 28 para 65 vias interditas ou condicionadas desde o início da manhã, devido ao mau tempo.
- As razões são inundações, desmoronamentos e abatimentos de via, segundo a GNR, com atualização às 16 horas de terça-feira.
- A situação mais grave concentra-se em Águeda, com várias vias interditas por inundação, e há restrições noutros concelhos do distrito.
- Em Portugal, quinze pessoas morreram desde 28 de janeiro devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, com impactos materiais generalizados.
- O Governo prolongou a calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos, com medidas de apoio anunciadas de até 2,5 mil milhões de euros.
O distrito de Aveiro registou um aumento relevante no número de vias interditas ou condicionadas devido ao mau tempo. De manhã para a tarde de terça-feira, o total subiu de 28 para 65, maioritariamente por inundações, desmoronamentos e abatimentos de via, segundo a GNR.
A atualização da GNR, feita às 16h, indica que as estradas cortadas abrangem vários concelhos, com foco nas ocorrências associadas às cheias e deslizamentos. A proteção civil continua a monitorizar a evolução das condições.
Concelhos mais afetados
Águeda aparece como o município com mais vias encerradas, totalizando 15, por inundações em zonas como Fermentelos, Espinhel e Recardães, entre outras. Desmoronamentos também implicam interrupções em ruas de Aguieira e Aguada de Cima.
Em Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga, Aveiro e Anadia ocorrem cortes relevantes em várias vias, incluindo estradas nacionais e municipais. Inundações e abatimentos do piso motivam a interdição em pontos como Angeja, Requeixo, Cacia, Vila Verde e Sangalhos.
Medidas, impactos e contexto
Registam-se ainda condicionamentos no IC 2 em Águeda e na EN 222 junto a Castelo de Paiva, devido a desmoronamentos. Em Estarreja e Anadia, a EN 109 e a EN1 apresentam restrições por inundações. O conjunto do território continua sob vigilância das autoridades.
Entre perdas humanas, quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro, associadas às depressões Kristin, Leonardo e Marta. Há centenas de feridos e desalojados, com danos significativos em habitação, comércio, infraestruturas e serviços públicos.
O balanço das consequências aponta para destruição de casas, cortes de energia, água e comunicações, além de fechos de escolas, estradas e transporte. As zonas Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e o Alentejo são as mais afetadas.
Perspetivas e medidas de resposta
O Governo anunciou prolongar a situação de calamidade até 15 de março para 68 concelhos e confirmou apoios de até 2,5 mil milhões de euros. As autoridades mantêm operações de emergência e assistência a famílias afetadas, com foco na prevenção de novos acidentes.
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