- O presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) alertou para o “caos no socorro” em Lisboa, criticando o modelo de coordenação da Proteção Civil adotado pelo município.
- Defende devolver a coordenação da Proteção Civil Municipal ao Regimento de Sapadores Bombeiros, argumento que, segundo ele, já funcionou de forma eficaz no passado.
- O alerta foi feito durante a intervenção de Ricardo Cunha na Assembleia Municipal de Lisboa (AML); o sindicalista já tinha falado, em janeiro de 2024, sobre o caos no socorro da cidade.
- Cunha criticou a nomeação do atual coordenador municipal de Proteção Civil, André Fernandes, dizendo que o executivo continua a ignorar alertas técnicos e os profissionais no terreno.
- O SNBS afirmou que vai manter vigilância sobre a atuação do coordenador e pediu aos deputados da AML que fiscalizem o executivo; caso o caos persista, voltará a abordar a AML.
O Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) denunciou esta terça-feira um alegado caos no socorro na cidade de Lisboa. Apontei que o modelo político de coordenação da Proteção Civil Municipal está a falhar, defendendo a devolução da gestão ao Regimento de Sapadores Bombeiros. A intervenção ocorreu durante a Assembleia Municipal de Lisboa.
O presidente do SNBS, Ricardo Cunha, afirmou que a solução histórica seria a coordenação técnica prevista pelo Regimento, mantendo-se a assim em funcionamento. O discurso foi feito no período de intervenção aberto ao público na AML.
Segundo Cunha, o afastamento da antiga diretora municipal de Proteção Civil, Margarida Castro Martins, não trouxe melhoria, e a nomeação de André Fernandes para coordenador municipal é vista como continuidade de alertas técnicos ignorados pelo executivo. A crítica dirige-se ao modelo político vigente.
O sindicalista sustentou que a manutenção de uma coordenação centralizada na esfera política deixa a cidade em estado de anarquia no socorro. Afirmou ainda que o SNBS estará vigilante quanto à atuação do novo coordenador municipal da Proteção Civil.
Para a AML, Cunha advertiu que, se persistir o caos, o sindicato voltará às sessões para denunciar irregularidades. Alega que a fiscalização do executivo é fundamental para evitar tragédias por falhas de coordenação.
A intervenção ocorreu numa altura em que a Câmara Municipal de Lisboa, no mandato 2025-2029, é liderada por Carlos Moedas (PSD) sem maioria absoluta. O executivo é composto por 17 membros: oito do bloco da maioria PSD/CDS-PP/IL e nove da oposição.
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