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Alunos sem professores chegam a mais de 158 mil em janeiro

Fenprof avisa que, sem docentes disponíveis, mais de 158 mil alunos ficaram sem aulas em janeiro, com 38,3% mais horários a concurso

Alunos sem professores aumentaram para mais de 158 mil em janeiro
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  • A Fenprof estimou que, em janeiro, mais de 158.130 mil alunos ficaram sem aulas devido à falta de professores.
  • A reserva de recrutamento nacional esgotou docentes, levando diretores a recorrer à contratação de escola, com 38,3% mais horários a concurso (de 1.557 em janeiro de 2025 para 2.153 este ano).
  • As horas a concurso também aumentaram quase 40% (de cerca de 28 mil para quase 40 mil).
  • A federação aponta que a degradação das condições de trabalho também afeta ensino privado e social, com salários mais baixos e vínculos precários a intensificar a fuga de docentes para o sector público.
  • A Fenprof realiza uma caravana nacional entre 19 de fevereiro e 4 de março, passando por 18 distritos do continente e pelas regiões autónomas, para exigir soluções e discutir problemas locais.

Nestes números divulgados pela Fenprof, o aumento de alunos sem aulas em janeiro resulta da indisponibilidade de docentes na reserva de recrutamento nacional. A associação aponta que mais de 158 mil estudantes ficaram afetados pela indisponibilidade de professores.

Entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano, houve um incremento de 38,3% nos horários a concurso, que passaram de 1.557 para 2.153. Paralelamente, as horas a concurso subiram quase 40%, de cerca de 28 mil para quase 40 mil.

A Fenprof sustenta que a situação se agrava pela falta de medidas do Governo, como a aprovação de um novo Estatuto de Carreira Docente mais atrativo. A associação também assinala impacto no ensino privado e social, com salários mais baixos e vínculos precários.

A organização anunciou uma caravana nacional com o lema Somos professores, damos rosto ao futuro, de 19 de fevereiro a 4 de março. O percurso inicia no Porto e termina em Lisboa, com concentrações ao fim do trajeto no Largo Camões.

Caravana da Fenprof

Durante 10 dias, a caravana irá recolher problemas locais e exigir soluções junto de comunidades educativas, nos 18 distritos do continente, nas Açores e na Madeira. O objetivo é evidenciar a falta de professores e a degradação das condições de trabalho.

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