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Algoritmos, lucro e emoções amplificam desinformação nas redes sociais

Algoritmos das redes maximizam o tempo de permanência para lucro, privilegiando conteúdos emocionais e desinformação; responsabilidade é partilhada entre plataformas e utilizadores

"Os conteúdos que apelam à emoção, indignação e exaltação prendem mais as pessoas"
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  • Os algoritmos das redes sociais influenciam o que os utilizadores veem, mas a responsabilidade é partilhada entre plataformas e utilizadores.
  • As feeds são desenhadas para maximizar o tempo de permanência e o lucro com publicidade, com o algoritmo a decidir o que é mais visível.
  • Conteúdos que provocam emoção, indignação e exaltação tendem a ser mais vistos, o que favorece o seu uso pelos algoritmos.
  • A propagação de desinformação é vista como um “efeito colateral” do funcionamento algorítmico, não um objetivo direto.
  • Jovens e idosos são os grupos mais vulneráveis, devido à literacia mediática limitada e à menor capacidade de reconhecer ou reagir à desinformação.

Algoritmos, lucro e emoções amplificam desinformação nas redes sociais. O estudo aponta que os conteúdos mostrados aos utilizadores não são apenas escolhidos pelas pessoas, mas moldados por sistemas que visam lucro e engagement. A responsabilidade é partilhada entre plataformas e utilizadores.

No Dia da Internet Mais Segura, o investigador José Moreno, do MediaLab do Instituto Universitário de Lisboa e membro do Iberifier, apresentou que a responsabilidade não recai apenas sobre quem consome. A produção de conteúdo é influenciada pela lógica de negócio das redes.

As redes configuram os feeds para maximizar o tempo de permanência, aumentando a receita publicitária. Moreno afirma que o motor das grandes plataformas é o algoritmo, que determina quanto dinheiro geram consoante a interação dos utilizadores.

Conteúdos que despertam emoção, indignação ou exaltação tendem a prender a atenção e, por isso, ganham prioridade nos algoritmos. Assim, essas publicações recebem maior visibilidade e permanência, elevando as métricas de lucro.

O investigador descreve a desinformação como um efeito colateral do funcionamento algorítmico. Entre os grupos mais vulneráveis, destacam-se jovens com menor literacia mediática e idosos menos familiarizados com as plataformas.

A falta de verificação de feições de fontes e imagens é apontada como fator de vulnerabilidade. Moreno sublinha a importância de confirmar informações por meio de pesquisas adicionais antes de partilhar conteúdos.

A campanha do Iberifier tem divulgado vídeos explicativos sobre algoritmos, com o objetivo de esclarecer como as plataformas sugerem conteúdos e quais são as suas consequências para a informação online.

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