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WWF alerta para novo normal climático e pede maior prevenção

WWF Portugal alerta para o novo normal climático e exige prevenção, adaptação e investimento, face às quinze mortes e aos custos da inação

Tempestades consecutivas deixaram rasto de destruição no país desde o final de janeiro
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  • A WWF Portugal alerta que as tempestades anuais representam o novo normal climático e que é urgente reforçar prevenção, adaptação e investimento estrutural.
  • Quinze pessoas morreram desde 28 de janeiro devido às depressões que têm afetado o país, com impactos em habitações, empresas e infraestruturas.
  • A organização explica que a intensidade dos eventos está a aumentar por causa do aquecimento global, que intensifica chuvas concentradas e períodos de seca.
  • Um estudo citado pela WWF indica que é necessário multiplicar por dez o investimento anual em adaptação até 2050 para enfrentar calor extremo, secas e cheias.
  • A WWF defende colocar a natureza no centro da resposta climática, com restauro de ecossistemas e proteção de zonas húmidas, rios, florestas autóctones, zonas costeiras e espaços urbanos, além de evitar construir em áreas da Reserva Ecológica Nacional.

A WWF Portugal alerta para um novo normal climático em Portugal, afirmando que as tempestades sucessivas não são exceção, mas sinal de uma alteração profunda. O organismo aponta que o reforço da prevenção, adaptação e investimento estrutural é urgente para enfrentar esta realidade.

A organização explica que as depressões que afetaram o país já provocaram 15 mortes desde 28 de janeiro e que a intensidade dos fenómenos não pode ser encarada como excecional. A ciência associa o aquecimento global a episódios de chuva intensos e a períodos de seca prolongada.

Segundo a WWF, Portugal já investe abaixo do necessário em medidas de adaptação às alterações climáticas, e um estudo aponta para a necessidade de multiplicar por 10 esse investimento anual até 2050 para responder aos riscos de calor extremo, seca e cheias.

Novo foco: natureza como aliada

A WWF defende colocar a natureza no centro da resposta climática, com recuperação de ecossistemas degradados, rios, zonas húmidas, florestas autóctones e áreas costeiras. O restauro é visto como ferramenta eficaz, custo-eficiente e duradoura para aumentar a resiliência territorial.

A organização destaca que renaturalizar zonas húmidas, ribeiras e leitos de cheia reduz inundações velozes, aumenta a infiltração de água e mitiga erosões. Nos sistemas costeiros, dunas e sapais ajudam a atenuar tempestades e subida do nível do mar.

O relatório reforça a necessidade de investimento público e privado em adaptação, com soluções baseadas na natureza integradas em planos nacionais, regionais e municipais, para proteger pessoas e territórios.

Perspetivas de prevenção e risco

A WWF lembra que a construção em áreas REN representa risco ecológico e de proteção, defendendo medidas que reforcem a resiliência sem comprometer a proteção ambiental. Em zonas urbanas, a gestão eficiente da água da chuva depende de espaços naturais que reduzam riscos de inundações.

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