- Bélgica e Itália estão a ponderar manter ou regressar à energia nuclear, enquanto Espanha continua a enfrentar apelos para inverter o seu abandono progressivo.
- A Comissão Europeia propôs, no orçamento 2028-2034, tornar a energia nuclear elegível para financiamento da UE; não é certo que seja aprovado, mas alguns países já estudam manter ou retomar o nuclear.
- Países baixos e Bélgica planeiam manter ou ampliar a produção nuclear (Borssele) e adiar encerramentos, enfrentando oposição de grupos ambientais e de produtores como a Engie.
- Espanha debateu o encerramento progressivo da nuclear, com organizações da sociedade civil a levar o tema à Comissão das Petições do Parlamento Europeu, afirmando riscos para as redes.
- A UE divide-se entre a Aliança Nuclear, liderada pela França, e um bloco renovável, liderado pela Alemanha; surgem também investigações sobre Pequenos Reatores Modulares para reduzir custos e prazos de construção.
Nos governos da Bélgica e da Itália está em preparação um regresso à energia nuclear, com planos para repensar a dependência energética. Na Espanha, o abandono progresivo da energia nuclear continua sob escrutínio, com argumentos a favor de manter e ampliar a produção.
A Comissão Europeia avaliou pela primeira vez a possibilidade de financiar a energia nuclear no orçamento 2028-2034. Embora improvável de aprovação, a medida incentiva discussões nacionais sobre manter ou recuperar centrais nucleares em alguns Estados-membros.
Na Bélgica, o governo pretende adiar o encerramento de reatores, mas enfrenta forte oposição de Engie, principal produtor do país, que prefere investir em renováveis e gás. A posição complica o calendário de desinvestimento nuclear local.
Os Países Baixos também estudam ampliar o parque nuclear, com planos para duas novas centrais e prolongar a vida do reator de Borssele, apesar de redução na produção de eletricidade nuclear no país. A decisão está a ganhar acompanhar apoio público e político.
A Alemanha lidera o grupo que favorece o abandono da energia nuclear, alinhado com Portugal e a Áustria. Este campo contrasta com a “Aliança Nuclear” de França, que recebe apoio de países como Polónia e Estónia, enquanto a UE debate cenários de transição.
Especialistas divergem sobre o futuro próximo. Opinões apontam para aumentos graduais da produção nuclear através de extensões de vida e reativação de unidades, não para grandes novas construções. A Europa analisa custos, prazos e resíduos.
Alternativas como os Pequenos Reatores Modulares ganham espaço em Estónia, Roménia, Suécia e Polónia, visando reduzir custos e prazos de construção. Estas unidades, fabricadas em fábrica, mantêm requisitos de gestão de resíduos semelhantes aos de reatores tradicionais.
A produção nuclear continua envolta em controvérsia pública e política. Mesmo com crescimento económico pontual, a União Europeia permanece dividida entre apoiar a energia nuclear e apostar unicamente em renováveis para a segurança energética.
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