- O concelho de Pedrógão Grande mantém ainda largas dezenas de casas afetadas pela depressão Kristin sem intervenção adequada, segundo o presidente da Câmara.
- As equipas estão esgotadas, mesmo em habitações com reparações provisórias e lonas, pois os ventos do fim de semana agravaram os estragos.
- Foi pedida ajuda ao Exército, mas até agora não houve resposta; o município teme que a recuperação fique dependente de empreiteiros e da construção civil.
- Cerca de 85% do concelho já tem energia restabelecida, mas existem muitas anomalias nas ligações que ligam as casas à rede eléctrica.
- O município está a inventariar prejuízos em equipamentos, património e serviços; quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro e a calamidade mantém-se para 68 concelhos, com medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
O concelho de Pedrógão Grande mantém ainda várias dezenas de habitações sem intervenção, após a depressão Kristin. O presidente da Câmara revelou que, mesmo com reparos provisórios, o vento recente devolveu os danos.
As equipas locais trabalham de forma incessante, apoiadas por bombeiros, GNR, escuteiros e voluntários. O cansaço é intenso, mas a gestão não desiste de conseguir uma recuperação estável.
O autarca reconheceu que os meios disponíveis parecem insuficientes para a dimensão dos estragos, tendo sido pedida ajuda ao Exército sem retoma até ao momento. O objetivo imediato é a fixação definitiva das habitações.
Estado atual do abastecimento e danos materiais
A reposição de energia continua a evoluir, com cerca de 85% do município já com eletricidade restabelecida, ainda com muitas anomalias. Ligações de rede às habitações ficaram deterioradas.
O município avança para inventariar prejuízos nos equipamentos municipais, património religioso, cultural e associativo, sem estimativa de valor no momento. A prioridade é reforçar habitações e eletricidade.
O impacto da depressão Kristin atingiu todo o concelho, com maior incidência na região sul. Estão ainda em curso trabalhos de reposição de redes, após várias estradas cortadas e serviços afetados.
Foram registadas quinze mortes em Portugal desde 28 de janeiro, associadas às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também provocaram feridos, desalojados e grandes danos.
O Governo estendeu a situação de calamidade a 68 concelhos até domingo, anunciando medidas de apoio que podem chegar a 2,5 mil milhões de euros.
Entre na conversa da comunidade