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Moradores pedem apoio para salvar bens e conter derrocada em Mafra

Moradores da Picanceira, Mafra, apelam a medidas de prevenção e apoio para conter derrocada e proteger idosos, com acessos bloqueados e sem respostas até agora

Árvores de grande porte tombadas em Mafra devido ao mau tempo
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  • Moradores da Picanceira, Mafra, pedem ajuda para salvar bens e conter o deslizamento de terras; o presidente da câmara disse que os meios chegaram ao local.
  • Um morador mudou-se para Loures com a família; outro viu a casa próxima do deslizamento ter de ser abandonada sem apoio alegadamente.
  • Não há equipas de limpeza, avaliação de risco ou presença constante, e a lama continua a mover-se, com acessos bloqueados por lama, pedras, troncos e entulho.
  • A Câmara enviou maquinaria para remover as primeiras lamas e fazer o levantamento, e serviços de Ação Social e Proteção Civil estão a acompanhar e a procurar realojos.
  • No total, há três desalojados (dois na Picanceira, um em Monte Gordo) e 18 deslocados por precaução; outras habitações estão em risco noutras freguesias, e o Governo prorrogou a calamidade até ao dia 15 com medidas de apoio até 2,5 mil milhões.

Os moradores da Picanceira, aldeia de Mafra, pedem meios para salvar bens e conter o deslizamento de terras. O presidente da câmara garantiu que a maquinaria está a chegar ao local.

Pedro Luís, morador do Bairro do Ilhéu, afirma que vão todos os dias ver o local, sem ver ações. A sua família foi aconselhada a abandonar a habitação na Picanceira e mudou-se para Loures.

Bruno Amaral, proprietário de uma casa próxima da área de risco, revela que a família já saiu para casa de familiares e depois para uma outra casa arrendada. Queixa-se da falta de apoio.

Medidas em implementação

Segundo os moradores, não existem equipas de limpeza, avaliação de risco ou apoio logístico no terreno. A lama continua a mover-se, já provocando a derrocada de uma habitação e pressionando outras.

O autarca de Mafra, Hugo Luís, disse que, durante o fim de semana, houve atuação da câmara, da junta de freguesia e da proteção civil para identificar problemas, mas sem intervenção de imediato, por entenderem que quanto mais se tira, mais a derrocada pode ocorrer.

Nesta segunda-feira, a câmara enviou maquinaria para retirar lamas e realizar o levantamento topográfico do terreno. A água permanece a correr e há receio de novas quedas se chover.

Apoio social e contexto

Os moradores solicitam maior acompanhamento da proteção civil com medidas de prevenção e segurança. Além dos meios da proteção civil, os serviços de Ação Social procuram realojar famílias que necessitam.

O município está a contactar os desalojados do Bairro do Ilhéu para lhes garantir realojamento, após terem procurado familiares. O concelho regista três desalojados e 18 deslocados por precaução, sendo 12 da Picanceira, com risco de novas evacuações em Venda do Pinheiro e Vila Franca do Rosário.

Portugal enfrenta a persistência de tempestades com consequências materiais significativas. O Governo manteve a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e aprovou medidas de apoio no valor de até 2,5 mil milhões de euros.

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