- O presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere pediu ajuda urgente a empresas da construção civil para acelerar a recuperação das habitações afetadas pela depressão Kristin.
- A autarquia aponta falta de equipas técnicas especializadas e reforço operacional para evitar que famílias fiquem expostas e que a recuperação seja lenta.
- O município relata falhas no fornecimento elétrico, dificuldades logísticas no reabastecimento de combustível e danos estruturais em várias habitações, uma semana após o temporal.
- São necessárias equipas multidisciplinares — eletricistas, carpinteiros, pedreiros e avaliadores estruturais — e meios de estabilização para intervenções rápidas.
- Ferreira do Zêzere regista mais de duas dezenas de deslocados e mais de uma dezena de desalojados; a região continua a enfrentar vulnerabilidade, com apoio de proteção civil, bombeiros, voluntários e Instituto da Segurança Social.
Ferreira do Zêzere está a pedir ajuda urgente a empresas da construção civil para acelerar a recuperação das casas afectadas pela depressão Kristin. O apelo partiu do presidente da Câmara, Bruno Gomes (PS), em comunicado.
O município passa pela fase de avaliação de danos, mais de uma semana após o temporal. Centenas de famílias enfrentam falhas elétricas e danos estruturais, com a população a exigir resposta rápida.
Apesar da presença institucional de várias figuras nacionais, a autarquia considera a ajuda insuficiente e desfasada da realidade no terreno, destacando a necessidade de meios técnicos mais robustos.
Necessidade de equipas técnicas
Equipas multidisciplinares são consideradas essenciais para intervenção em coberturas e reparações complexas, bem como a instalação de estabilizadores de risco. Há pedidos específicos por eletricistas, carpinteiros, pedreiros e avaliadores estruturais.
As dificuldades logísticas continuam a atrapalhar o abastecimento elétrico, com falhas repetidas de fornecimento aos geradores. O concelho também aponta limitações de mobilidade por estar no interior.
No segmento das telecomunicações, a recuperação tem sido gradual, apesar de a rede ter estado indisponível por mais de cinco dias. A avaliação municipal aponta como lentas as respostas da operadora MEO.
Ao nível humano, o balanço aponta mais de duas dezenas de deslocados e mais de dez desalojados. A autarquia reforça a necessidade de apoio contínuo para as famílias envelhecidas.
No terreno, equipas municipais, proteção civil e bombeiros mantêm-se ativos, em parceria com o Instituto da Segurança Social, para distribuir alimentos e peças quentes. A prioridade é a estabilização da população.
Em Portugal, já fumaram 15 fatalities desde 28 de janeiro, associadas às depressões Kristin, Leonardo e Marta. As consequências incluem destruição de habitações, cortes de vias, energia, água e comunicações.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio que chegam a 2,5 mil milhões de euros. A prioridade é a reconstrução das áreas mais afetadas.
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