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Caudais do Tejo descem, Médio Tejo mantém alerta vermelho

Caudais do Tejo descem, mas Médio Tejo mantém alerta vermelho devido à chuva prevista e aos danos ainda visíveis

Subida do rio Tejo
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  • Caudais do Tejo descem, aliviando as zonas ribeirinhas do Médio Tejo, mas o Plano de Emergência para cheias mantém-se em alerta vermelho devido à pluviosidade prevista.
  • Às 12h00, o caudal em Almourol era de 4.003,9 m³/s; as descargas das barragens de Castelo de Bode, Pracana e Fratel totalizavam 3.082 m³/s.
  • A frente ribeirinha aliviou a pressão, mas os solos permanecem saturados e há estradas cortadas por inundações, quedas de árvores e desmoronamentos.
  • A previsão aponta chuva até dia 13 ou 14 de fevereiro, mantendo a vigilância muito apertada; a ponte da Chamusca reabriu ao trânsito.
  • No distrito de Santarém, mais de uma centena de vias continuam condicionadas ou submersas; cerca de 9.000 pessoas ficaram sem energia na zona norte do Médio Tejo; o Governo prolongou a calamidade até 15 e anunciou apoios de até 2,5 mil milhões de euros.

O caudal do Tejo desceu, aliviando parte da pressão nas zonas ribeirinhas do Médio Tejo, mas a previsão de precipitação mantém o Plano de Emergência para Cheias em nível vermelho. A Proteção Civil justifica a monitorização constante devido à pluviosidade prevista.

Apesar da redução dos caudais, o plano permanece vermelho. O serviço de Proteção Civil do Médio Tejo explica que a monitorização é obrigatória e o alerta continua muito apertado, face ao cenário meteorológico mantido até ao fim de fevereiro.

Segundo dados de 12h00, o caudal em Almourol ficou em 4.003,9 m³/s. As descargas das barragens de Castelo de Bode, Pracana e Fratel totalizaram 3.082 m³/s, limitando o enchimento imediato das margens.

No fim de semana, Almourol registou picos entre 7.500 e 7.800 m³/s, com máximos acima de 8.600 m³/s na quinta-feira, quando foi acionado o alerta vermelho. A frente ribeirinha ajudou a reduzir a pressão, pela maior capacidade de encaixe das barragens.

Mesmo com a descida, solos continuam saturados e há muitas estradas cortadas por inundações, queda de árvores e desmoronamentos. A situação de alerta vermelho mantém-se devido à previsão de chuva até dia 13 ou 14 de fevereiro.

Participantes locais destacam que a descida das águas expôs danos significativos. O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, sublinha estragos em cidades e concelhos ribeirinhos, com muitas vias ainda submersas.

A reabertura da ponte da Chamusca ao trânsito rodoviário alivia outras travessias, mas pode haver novos condicionamentos se a situação se agravar. Em Tomar, Ferreira do Zêzere e Ourém, cerca de 9.000 pessoas continuam sem energia elétrica.

Proteção Civil reforça que a recuperação não é imediata, com zonas urbanas e agrícolas ainda apresentando destruição visível. As autoridades apelam à população para evitar vias alagadas e cumprir as regras de segurança.

O Plano Especial de Emergência para Cheias no Tejo mantém-se em alerta vermelho. O distrito de Santarém continua com mais de uma centena de vias condicionadas ou submersas devido às cheias.

Portugal regista mais de uma centena de vítimas desde o início das depressões Kristin, Leonardo e Marta, com centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio no valor de até 2,5 mil milhões de euros.

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