- O município de Benavente pediu ao Governo a isenção temporária de portagens na A13 e na A10, devido às cheias que encerraram várias vias e dificultam a mobilidade.
- A autarquia diz que a várzea entre Benavente e Samora Correia está totalmente submersa e deverá manter-se encerrada durante vários dias.
- No domingo, a única saída do concelho era por Santo Estêvão e pela autoestrada; algumas ligações internas foram reabertas entretanto.
- As escolas abriram esta segunda-feira, mas o transporte escolar utiliza percursos alternativos e depende da reorganização das rotas com os agrupamentos.
- O Governo mantém a calamidade em 68 concelhos até dia 15, com medidas de apoio já anunciadas, depois de cheias que causaram danos significativos e interrupções de serviços.
O município de Benavente pediu ao Governo a isenção temporária de portagens na A13 e na A10, devido às cheias que encerraram várias estradas e criaram grandes constrangimentos na mobilidade. A solicitação é apresentada pela presidente da Câmara, Sónia Ferreira, em declarações à Lusa.
A autarca explicou que o pedido tem caráter urgente, já que muitos automobilistas, incluindo alunos e trabalhadores, são obrigados a usar as autoestradas para deslocações essenciais. Aplainamento de vias municipais e nacionais permanece limitado pelas inundações.
A várzea entre Benavente e Samora Correia está totalmente submersa e deverá manter-se encerrada durante vários dias, devido à água não ter para onde escoar. No domingo, a única saída do concelho era por Santo Estêvão e pela autoestrada, situação já parcialmente resolvida com a reabertura de ligações internas.
Situação das vias e respostas
As escolas abriram nesta segunda-feira, mas o transporte escolar funciona com percursos alternativos. Muitos autocarros e pais recorrem à autoestrada ou percorrem trajetos longos pelo interior do concelho, explicou a autarca. O município tem vindo a reorganizar as rotas com o operador de transportes e com os agrupamentos escolares de Benavente e Salvaterra de Magos, antevendo que a cheia pode prolongar-se.
Alguns acessos internos já reabriram, mas o concelho funciona na “normalidade possível”, dependente da evolução do caudal dos rios Almansor, Sorraia e Tejo, que provocaram as cheias. Entre os principais constrangimentos, destacam-se os cortes da Estrada Nacional 118 em vários troços e o encerramento da Estrada do Campo, na Lezíria Grande, bem como da Estrada Municipal 515 entre Benavente e Barrosa.
A Estrada Nacional 119 não é considerada viável como alternativa, por exigir desvios longos e não garantir solução rápida para a mobilidade local, segundo a nota da autarquia.
A presidente da Câmara apelou a uma decisão rápida do Governo, sublinhando que a isenção de portagens é essencial para mitigar impactos sociais e económicos decorrentes do isolamento do concelho.
Contexto nacional
Portugal regista 15 mortes desde 28 de janeiro devido às tempestades Kristin, Leonardo e Marta, com várias centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas, com danos a habitações, empresas e infraestruturas.
O Governo prolongou a calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio financeiro de até 2,5 mil milhões de euros. A situação continua a exigir ações coordenadas entre autoridades locais e nacionais para minimizar impactos na população e na economia.
Entre na conversa da comunidade