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Tribunal iraniano condena Narges Mohammadi a mais 7,5 anos de prisão

Tribunal iraniano condena a activista Narges Mohammadi a sete anos e meio de prisão por conspiração e propaganda, com proibição de viajar por dois anos

Projecção da imagem de Narges Mohammadi em Oslo
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  • O tribunal iraniano condenou Narges Mohammadi a sete anos e meio de prisão, sendo seis anos por conspiração e conluio e um ano e meio por atividades de propaganda; há ainda uma proibição de viagem de dois anos.
  • A ativista, Nobel da Paz em 2023, voltou à prisão em dezembro e iniciou uma greve de fome há cerca de uma semana, exigindo direito a telefonemas, acesso a advogados e visitas.
  • A última chamada telefónica com a família ocorreu a 14 de dezembro; a greve foi comunicada pela advogada a partir de Paris.
  • Em janeiro, houve uma operação de pressão tomada pelas autoridades na casa do irmão da ativista, em Mashhad.
  • A fundação ligada à laureada confirmou invasão da casa da família e relatou espancamentos e negação de assistência médica, indicando risco grave à vida devido a problemas cardíacos.

Narges Mohammadi, laureada com o Prémio Nobel da Paz em 2023, foi condenada por um tribunal iraniano a sete anos e meio de prisão. A sentença soma 6 anos por conspiração e conluio, 1 ano e meio por propaganda, com uma proibição de viajar durante dois anos.

O veredito foi anunciado pelo advogado Mostafa Nili, via X. A ativista já cumpria pena e iniciou, há uma semana, uma greve de fome para exigir direito a telefonemas, acesso a advogados no Irão e visitas.

Mohammadi regressou à prisão em Dezembro. A última chamada telefónica com a família ocorreu a 14 de Dezembro; uma fonte indicou que a greve foi comunicada por um prisioneiro libertado.

Contexto: pressões sobre Mohammadi e a família

Em Janeiro, autoridades iranianas invadiram a casa do irmão da ativista, em Mashhad, segundo a fundação que leva o seu nome. O ataque foi descrito como parte de uma pressão crescente sobre a família.

A Efe reportou, citando fontes não identificadas, que Mohammadi tem enfrentado espancamentos e falta de assistência médica, o que agravou o risco à sua saúde, dada a doença cardíaca de que padece.

Um antigo detido, libertado recentemente do Centro de Detenção de Inteligência de Mashhad, descreveu o estado físico de Mohammadi e do seu companheiro, Pouran Nazemi, como alarmante, acrescentando que a situação tem gerado preocupação entre familiares e advogados.

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