- A precipitação continua no território continental a partir do serão de domingo, com pico entre segunda e terça e melhoria a partir do final de quarta.
- O litoral norte e centro é a zona mais afetada, com avisos laranja emitidos para alguns distritos na terça-feira.
- A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está a fazer descargas preventivas nas barragens para ganhar encaixe e aliviar cheias durante o pico previsto.
- O vento já melhorou e deverá manter-se moderado durante a semana; em algumas zonas pode haver vento forte nas terras altas e no litoral, sem perspetiva de episódios extremos.
- Os rios prioritários são Douro, Tâmega, Ave, Cávado, Lima e Minho no Norte, bem como Vouga e Mondego; solos saturados aumentam o escoamento, e o Algarve regista cheias nesta fase excecional.
O IPMA mantém a previsão de precipitação ao longo dos próximos dias, com alívio entre domingo e segunda-feira. A tempestade a seguir exige preparação para conter cheias.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está a abrir caudais de descarga preventiva nas barragens, visando aumentar a capacidade de amortecer o pico de precipitação. José Pimenta Machado, presidente da APA, explica o objetivo.
Entre domingo e segunda-feira haverá um pico de chuva esperado, sobretudo no litoral Norte e Centro. O IPMA já emitiu avisos laranja para distritos como Porto, Braga, Viana do Castelo e Aveiro.
Norte e Centro sob pressão
A persistência de precipitação centra-se no Norte e Centro, com o mau tempo a intensificar-se nesses territórios nos próximos dias. A chuva forte deverá ficar mais concentrada nestas regiões.
O vento tem sido moderado na maior parte da semana, mas pode registar rajadas fortes nas terras altas e no litoral. Não se prevê, porém, um novo episódio extremo semelhante ao dos dias anteriores.
Gestão de caudais e barragens
A APA acompanha o regime de caudais com o plano especial para as barragens. Em causa estão os rios Douro, Vouga e Mondego, entre outros, que exigem monitorização constante.
O objetivo é manter reserva suficiente para o pico de precipitação, evitando cheias descontroladas. O sol pode espreitar apenas entre aguaceiros a partir do final de quarta para quinta-feira.
Situação regional e impactos
A região Centro continua a ter solos saturados pela chuva em excesso, complicando a capacidade de retenção. O Douro tem exibido gestão cuidada em várias fases, com foco na foz entre Porto e Gaia.
A situação no Algarve mantém-se excecionalmente húmida, com cheias surpreendentes. Este contraste evidencia a variabilidade da precipitação e a necessidade de vigilância contínua dos ventos e caudais.
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