- As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres, ultrapassando o cancro da mama, do pulmão e as doenças pulmonares crónicas.
- A menopausa precoce, antes dos 40 anos, aumenta o risco cardiovascular em setenta por cento.
- Em mulheres entre 35 e 54 anos, a mortalidade por doença cardíaca isquémica tem aumentado, enquanto diminui nos homens.
- Fatores que ajudam a explicar o fenómeno incluem níveis de inflamação mais elevados, maior obesidade, maior prevalência de doenças autoimunes e alterações hormonais que elevam o LDL, a lipoproteína (a) e a pressão arterial.
- Riscos específicos femininos: a pré-eclâmpsia aumenta o risco de enfarte entre duas a sete vezes; a diabetes gestacional, a endometriose e os miomas uterinos também elevam o risco cardiovascular (23% e 32%, respetivamente); as sociedades científicas defendem prevenção ao longo da vida da mulher, com atenção especial às fases de gravidez e menopausa.
A menopausa precoce, definida como o início antes dos 40 anos, aumenta o risco de doenças cardiovasculares em 70%. A afirmação é apresentada pela cardiologista Lígia Mendes, que aponta fatores hormonais e inflamatórios como determinantes deste acréscimo.
Segundo a médica, as doenças cardíacas são a principal causa de morte entre as mulheres, superando o câncer de mama e de pulmão. A mortalidade por doença isquémica está a aumentar em mulheres entre 35 e 54 anos, ao passo que cai nos homens.
A especialista destaca que níveis basais de inflamação, maior obesidade e maior prevalência de doenças autoimunes aceleram a aterosclerose. A menopausa reduz estrogénios, elevando LDL, lipoproteína(a) e pressão arterial.
Impacto por condições clínicas
Entre os fatores de risco, a diabetes aumenta o risco cardiovascular nas mulheres em comparação com homens com a mesma condição. A diabetes tipo 2 eleva o risco de forma superior em mulheres.
A hipertensão, embora mais comum em mulheres idosas, tende a evoluir mais rapidamente com a idade, atingindo até 80% das mulheres nessa faixa etária. A condição passa a ter peso significativo após os 61-64 anos.
Fatores de risco exclusivos do sexo feminino
Entre os fatores específicos, destacam-se a pré-eclâmpsia, que durante a gravidez aumenta o risco de enfarte entre duas e sete vezes. A diabetes gestacional, a endometriose e miomas uterinos também elevam o risco cardiovascular.
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