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Espécies invasoras ameaçam lagoa frágil de Veneza

Medusa-pente verrugosa e outras espécies invasoras ameaçam a laguna de Veneza, reduzindo capturas e desequilibrando o ecossistema face ao aquecimento global

Mais recente invasor a proliferar na lagoa de Veneza é um ctenóforo canibal, classificado entre as 100 espécies invasoras mais prejudiciais do mundo
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  • Investigadores da Universidade de Pádua e do Instituto Nacional de Oceanografia e Geofísica Experimental alertam que a medusa-pente verrugosa, invasora na laguna de Veneza, se propagate devido ao aquecimento dos mares.
  • Esta espécie, também chamada noz-do-mar, consome ovos e larvas de peixes e bivalves, colocando em risco o ecossistema lagunar e as comunidades piscatórias.
  • O estudo revela um padrão sazonal com picos de floração no fim da primavera e no final do verão, influenciados pela subida da temperatura e pela salinidade.
  • Os cientistas apontam que a abundância da medusa pode reduzir capturas de espécies-chave na laguna veneziana em mais de quarenta por cento, afetando o choco e o caboz-de-areia.
  • No Adriático, o caranguejo-azul gigante, sem predadores naturais, tem aumentado as capturas e suscita interesse de aproveitamento comercial, o que pode comprometer as pescarias tradicionais.

A laguna de Veneza enfrenta novos riscos com a chegada de espécies invasoras, agravando uma situação já frágil pela subida do nível do mar. O estudo indica que o aquecimento das águas favorece a proliferação de organismos não nativos na área lagunar. A situação agrava a vulnerabilidade ecológica e as comunidades piscatórias locais.

Investigadores da Universidade de Pádua e do Instituto Nacional de Oceanografia e Geofísica Experimental (OGS) supervisionam a pesquisa sobre as espécies invasoras. O foco está na medusa-pente verrugosa, cuja presença aumenta o risco de desequilíbrios no ecossistema lagunar.

A análise aponta padrões sazonais com picos de reprodução no fim da primavera e no início do outono. A temperatura e a salinidade ideais potencializam as floradas, que podem comprometer a renovação de espécies-chave na laguna veneziana.

Medusa canibal invade laguna de Veneza

A medusa-pente verrugosa, classificada entre as 100 espécies invasoras mais nocivas, chegou ao Adriático há quase uma década. Este ctenóforo consome ovos e estágios larvais de peixes e bivalves, afetando a cadeia alimentar.

Valentina Tirelli, pesquisadora do OGS, afirma que o invasor pode formar grandes agregações e impactar o funcionamento do ecossistema lagunar. A espécie é descrita como predadora voraz de zooplâncton, base alimentar de várias espécies locais.

Os cientistas alertam para impactos na pesca, com redes entupidas e reduções de capturas. As espécies-alvo mais afetadas incluem o choco e o caboz-de-areia, de importância económica para Veneza.

Caranguejo-azul dizima capturas no Adriático

Além da laguna, o Adriático norte vê o crescimento do caranguejo-azul gigante, introduzido no final dos anos 1940. A espécie, sem predadores naturais na região, tem crescido devido ao aquecimento das águas.

Autoridades e associações de pescadores estudam estratégias para explorar o caranguejo, incluindo a exportação para os EUA. No entanto, especialistas alertam para riscos de despriorizar espécies locais e tradições gastronómicas.

A incidência do caranguejo-azul já se reflete na venda a preços entre 8 a 10 euros por quilo. A pressão sobre as técnicas de pesca locais pode comprometer práticas históricas da região.

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