- Derrocada junto ao Tribunal de Torres Novas levou à evacuação do edifício e de três habitações adjacentes, em contexto de chuva intensa das tempestades Kristin e Marta.
- O muro de suporte antigo cedeu na traseira do tribunal, agravado pela precipitação contínua, obrigando a retirada temporária das famílias.
- O LNEC realizou inspeções técnicas para avaliar o terreno e orientar a consolidação, com eleições de intervenção de engenharia urgente a ser estudadas por militares do Regimento de Engenharia n.º 1.
- O Tribunal esteve encerrado na sexta-feira; caberá ao Ministério da Justiça decidir a reabertura ao público.
- As três famílias foram realojadas de forma provisória; o autarca alerta para outros riscos semelhantes na região e destaca a necessidade de planeamento de longo prazo.
Uma derrocada junto ao Tribunal de Torres Novas obrigou à evacuação do edifício adjacente e de três habitações contíguas, no seguimento da chuva intensa associada às tempestades Kristin e Marta. O incidente ocorreu na zona e levou à intervenção rápida das autoridades, conforme anunciou o presidente da Câmara à Lusa.
Segundo o autarca, não houve danos humanos observados nas habitações próximas, mas o muro de suporte, antigo e instável, cedia sob a precipitação persistente. O LNEC passou a realizar inspeções técnicas para avaliar o terreno, emitir um relatório e orientar a consolidação necessária.
A cidade recebeu hoje a visita de militares do Regimento de Engenharia n.º 1, que vão estudar uma intervenção de engenharia urgente com meios do Exército. O Tribunal esteve encerrado na sexta-feira devido às obras em curso, cabendo ao Ministério da Justiça decidir sobre a reabertura.
Ações e perspetivas de proteção civil
As três famílias desalojadas foram realojadas em casas de familiares ou em locais provisórios. O autarca destacou que o problema não é isolado e indicou a existência de outras derrocadas potencialmente perigosas, que exigem vigilância constante e planejamento a médio e longo prazo.
Após a reunião da proteção civil, foram avaliadas as ruas cortadas ou condicionadas no concelho, incluindo diversas vias nas zonas urbanas. Falhas de eletricidade em Assentis e Zibreira também estão a ser resolvidas pela E-Redes, num contexto de solos saturados pelas chuvas.
Contexto mais amplo
As tempestades Kristin, Leonardo e Marta deixaram o país sob chuva intensa, com 14 mortes registadas até ao momento e impactos significativos no Centro, Lisboa e Vale do Tejo, bem como no Alentejo. O Governo prolongou o estado de calamidade até 15 de abril para 68 concelhos, com medidas de apoio em preparação.
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