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Cientistas descobrem nova forma de travar a perda de memória no Alzheimer

Investigadores apontam PTP1B como contributora da perda de memória na doença de Alzheimer, sugerindo terapêutica que reforça a remoção de placas de Aβ pelas microglia

A doença de Alzheimer pode ser profundamente angustiante para as famílias e pessoas próximas.
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  • Cientistas identificaram uma nova forma potencial de abrandar a perda de memória na doença de Alzheimer, a partir de um estudo do Cold Spring Harbor Laboratory, em Nova Iorque.
  • Concluíram que a enzima PTP1B contribui para o declínio da memória em ratos com Alzheimer, afetando a sinalização das células imunitárias, as microglia.
  • Reduzir a atividade da PTP1B facilitou que as microglia eliminem as placas de amiloide-β, ligadas à doença, através de interação com a proteína tirosina cinase do baço (SYK).
  • Os pesquisadores apontam o desenvolvimento de inibidores da PTP1B e planeiam combinações com fármacos já aprovados para atrasar a progressão da doença.
  • A Organização Mundial de Saúde estima que haja mais de 55 milhões de pessoas com demência, sendo o Alzheimer responsável por até 70% dos casos.

Cientistas identificaram uma nova forma de abrandar a perda de memória na doença de Alzheimer. O estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, aponta a enzima PTP1B como contribuinte para o declínio cognitivo. A pesquisa foi conduzida no Cold Spring Harbor Laboratory, em Nova Iorque.

Os investigadores descobriram que reduzir a atividade da PTP1B facilita que as células imunitárias do cérebro, as microglia, eliminem as placas de amiloide-β, associadas à doença. A enzima parece interagir com a proteína SYK, que regula a resposta das microglia a lesões e a remoção do Aβ.

A equipa explica que, à medida que a doença progride, as microglia perdem eficácia. Os resultados sugerem que inibir a PTP1B pode melhorar a função dessas células e favorecer a depuração das placas, abrindo caminho para novas abordagens terapêuticas. O autor correspondente é o professor Nicholas Tonks.

O estudo destaca também que a PTP1B já é estudada noutros contextos, nomeadamente em doenças metabólicas como obesidade e diabetes tipo 2, fatores de risco para Alzheimer. A pesquisa mira agora o desenvolvimento de inibidores da PTP1B com potencial terapêutico.

Nova via terapêutica

A equipa está a desenvolver inibidores de PTP1B com aplicações futuras. Em Alzheimer, considera-se a possibilidade de combinar fármacos já aprovados com inibidores da PTP1B, para atrasar a progressão da doença.

Segundo a OMS, existem tratamentos de apoio que visam apenas a gestão de sintomas, entre eles fármacos inibidores da colinesterase e antagonistas do receptor NMDA. A meta é melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência a nível global, com a doença de Alzheimer a representar até 70% dos casos. O estudo enfatiza que o caminho terapêutico pode exigir abordagens combinadas e uma gestão multidisciplinar.

O pesquisador Yuxin Cen destaca que os resultados abrem uma via promissora para intervenções futuras, com foco na função das microglia e na depuração de plaques. Tonks sublinha a importância de avanços para libertar o potencial da PTP1B no tratamento da doença.

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