- A aldeia de Ereira está cercada pela água há vários dias, com acesso agora possível apenas por barcos.
- Os Fuzileiros nacionais, com dois botes de seis pessoas cada, e os Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho, com outra embarcação, asseguram o transporte de passageiros.
- João Paulo Pedrosa e a cadela Pipoca foram dos primeiros a atravessar, viajando num camião do Exército que integrou o percurso da estrada submersa.
- O treinador de futebol Pedro Nobre quase falhava o jogo da equipa de sub-17 do Atlético Clube Montemorense, chegando ao cais poucos minutos após a partida dos botes.
- O neto de Joaquim Romualdo, de quatro anos, passou a noite na Ereira com os avós, registando pela primeira vez uma experiência deste tipo, regressando de barco.
A aldeia de Ereira permanece cercada pela água, tornando o acesso terrestre impossível há vários dias. Atravessar em barco tornou-se o único meio de chegar ao exterior e trazer suprimentos.
No sábado de manhã, João Paulo Pedrosa e a cadela Pipoca foram entre os primeiros a viajar, desde Ereira até Montemor-o-Velho. O transporte de passageiros é assegurado por dois botes dos Fuzileiros, cada uma com capacidade para seis pessoas, e por uma embarcação dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho.
João Paulo chegou à aldeia para tratar dos animais, usando um camião disponibilizado pelo Exército para o percurso na via submersa. A subida gradual das águas, aliada à ondulação causada pelo vento, levou à suspensão do serviço no final do dia.
Paralelamente, o treinador de futebol Pedro Nobre, da equipa de sub-17 do Atlético Clube Montemorense, quase ficou retido no cais de embarque ao tentar chegar ao jogo frente aos Marialvas. A deslocação tem sido marcada por incertezas quanto ao transporte, entre esperas e alvoroços, com a vida normal a seguir, apesar da situação.
A família de Joaquim Romualdo também vive o cenário de proximidade com a água: o neto de quatro anos passou a permanecer na Ereira, à guarda dos avós, durante a subida das águas. O regresso a casa apenas se mantém possível com o apoio do Exército e dos Fuzileiros nos transportes.
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