- Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço vão encerrar escolas na segunda-feira por falta de água, com camiões-cisterna dos bombeiros a abastecer os reservatórios e encargos a cargo do município.
- A falta de água deve-se a uma rotura na conduta da EPAL, mantendo-se o fornecimento ainda não regularizado.
- Em Arruda dos Vinhos, cerca de sete mil habitantes ficaram sem água desde sábado, com o número de desalojados a subir para 47 após deslizamento de terras.
- As principais vias estão cortadas: EN 248 e EN 115, com exceção da EN 248-3 via Alverca, e a EN 115-4 apenas transitável por via, isolando Cardosas, Arranhó e Carvalha.
- Face aos deslizamentos, as eleições presidenciais no concelho foram adiadas para 15 do mês; o país regista 14 mortes e o Governo mantém a calamidade até dia 15 para 68 concelhos.
Os municípios de Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço anunciaram o encerramento das escolas na segunda-feira, devido à falta de água causada pelo mau tempo. Em Sobral de Monte Agraço, todas as escolas do concelho vão encerrar por constrangimentos no abastecimento, provocados por uma rotura na conduta da EPAL.
Camiões-cisterna dos bombeiros estão a abastecer os reservatórios, com os encargos a serem suportados pelo município. A maioria das ligações de água ainda não está estável, segundo o comunicado. A avaria já provocou desabastecimento em grande parte do concelho desde sábado.
O presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos afirmou à Lusa que, na segunda-feira, a maioria das escolas também ficará encerrada pelo mesmo motivo. O temporal causou danos numa conduta, deixando sem água cerca de sete mil habitantes. O número de desalojados subiu para 47, após deslizamento de terras.
Impacto no território
Vias de circulação estão interrompidas: a EN 248 está cortada nos acessos a Vila Franca de Xira e a Torres Vedras; a EN 115 está indisponível em Bucelas e Sobral de Monte Agraço; a EN 115-4 está transitável apenas por via não comercial. Cardosas, Arranhó e Carvalha encontram-se isoladas.
Devido ao elevado número de estradas cortadas, a autarquia adiou para 15 de outubro as eleições presidenciais no concelho. O temporal já provocou 14 mortes no país, com centenas de feridos e desalojados. As regiões mais afetadas são Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 para 68 concelhos e apresentou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. O balanço das culturas, habitações e infraestruturas danificadas permanece em atualização pelas autoridades.
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