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APA rejeita acusação de falha de energia por questões administrativas

APA rejeita culpa pela falha de energia na Estação de Bombagem do Foja, atribuindo-a a danos da tempestade Kristin e destacando o esforço de gestão do Mondego

Centro de Montemor-o-Velho em risco de ficar isolado nas próximas horas
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  • A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) negou que a falta de energia em Montemor-o-Velho tenha causas administrativas, dizendo que decorre de danos na Estação de Bombagem provocados pela tempestade Kristin.
  • A APA explicou que a linha de alimentação foi danificada pela passagem da tempestade, comprometendo o funcionamento dos equipamentos.
  • A instituição afirmou que as características da estação inviabilizam o recurso a fontes alternativas de energia, como geradores.
  • A APA disse ter apoiado, em colaboração com outras entidades, a reposição do fornecimento e a gestão do Sistema Hidráulico do Mondego durante o período de cheias.
  • O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, tinha acusado a APA de inoperância e pediu a ligação à energia para ligar a bomba Foja, em contexto de cheias e isolamento de Ereira.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) rejeitou este domingo a acusação de falta de energia por motivos administrativos, atribuída pelo presidente da Câmara de Montemor-o-Velho. A APA afirma que o corte de energia se deve a danos na estação de bombagem, provocados pela passagem da tempestade Kristin. A falha não resulta de ações administrativas da agência, segundo o comunicado enviado à Lusa.

A linha de alimentação da Estação de Bombagem Foja foi danificada pela tempestade, o que impossibilitou o funcionamento dos equipamentos. As características técnicas da instalação dificultam o recurso a geradores alternativos, aponta a APA.

Desde o sucedido, a APA garante ter desenvolvido todos os esforços para restaurar o fornecimento, em articulação com as entidades envolvidas. O objetivo é gerir o sistema hidráulico do Mondego e mitigar riscos de cheias para populações e bens, mesmo em meio a intervenções de longo prazo.

Situação na gestão das cheias

O autarca de Montemor-o-Velho tinha acusado a APA de não permitir a ligação da bombagem para retirar água acumulada no Baixo Mondego, qualificando a situação de “inoperância” da autoridade ambiental. A Lusa questionou se já estava operacional a única bomba instalada nas comportas do Foja, a jusante de Montemor-o-Velho e da Ereira, após dias de tentativas de ligar o equipamento.

José Veríssimo apelou à resolução urgente da situação na Estação de Bombagem do Foja, destacando que as bombas estão prontas para instalação e que é indispensável a ligação à energia elétrica para o seu funcionamento. O presidente afirmou que o concelho permanece em estado de calamidade, com a Ereira isolada e cidades da região a enfrentar inundações persistentes.

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