- O quartel dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande está inoperacional desde a depressão Kristin, com prejuízos de cerca de 720 mil euros.
- Os bombeiros dormem em tendas cedidas pelo INEM, e apenas uma sala não chove, onde fica o comando local da Proteção Civil.
- A recuperação do quartel está estimada em mais de 500 mil euros, e a associação pede ajuda monetária para reconstrução.
- As depressões Kristin e Leonardo já causaram mortes e ferimentos no país, com redução de danos, desalojados e estragos em várias regiões.
- O Governo prorrogou a situação de calamidade até ao dia 15 de fevereiro para 68 concelhos, com medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
O quartel dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande está inoperacional desde a passagem da depressão Kristin. A estrutura sofreu prejuízos estimados em cerca de 720 mil euros, e a associação humanitária apela a donativos para a recuperação. Os bombeiros dormem em tendas cedidas pelo INEM, no quartel que permanece sem condições de funcionamento. A única sala que não chove é usada pelo comando local da Proteção Civil.
Segundo o presidente da associação, a recuperação exige uma intervenção estrutural profunda, incluindo paredes e telhado. A equipa teme a retoma de atividades com a aproximação da época de incêndios, prevista para quatro a cinco meses.
Numa comunicação enviada à Lusa e partilhada nas redes sociais, a associação descreve Kristin como uma ferida aberta na instituição, que se manteve de pé em momentos de crise. O texto aponta que muitos espaços ficaram inutilizáveis e que as condições de trabalho se deterioraram.
A recuperação do espaço é estimada em mais de 500 mil euros, um montante considerado elevado mas irrelevante face aos riscos para quem atua na linha da frente. A associação reforça que o foco está nas vidas humanas, nos tempos de resposta e nos futuros a salvar.
Cada donativo é visto como um tijolo de esperança para reerguer o quartel. O objetivo é assegurar que, no próximo dia difícil, os bombeiros estejam prontos, protegidos e operacionais.
Contexto e impacto do temporal
Pedrógão Grande voltou a lembrar os incêndios de 2017, com 66 vítimas mortais em Portugal e centenas de feridos. Os fogos destruíram casas e empresas, e provocaram o desalojamento de famílias. Além disso, 13 pessoas morreram recentemente em Portugal devido às depressões Kristin e Leonardo, que também causaram ferimentos e desalojos generalizados.
As consequências materiais incluem a destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, além de estradas, escolas e serviços de transporte, com interrupção de energia, água e comunicações. As regiões Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e o Alentejo foram as mais afetadas.
Medidas de assistência e calamidade
O Governo prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, com medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. A calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, foi estendida até 8 de fevereiro a 68 concelhos e prorrogada novamente.
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