- A Câmara de Tomar cancelou todas as iniciativas do Carnaval 2026, previstas entre 13 e 17 de fevereiro, devido às intempéries que afetaram o concelho e o país.
- A decisão foi tomada em articulação com a Tomar Iniciativas, com foco na segurança, no apoio à população e na recuperação, não estando reunidas as condições para as festividades.
- O presidente da Câmara, Tiago Carrão, explicou que não é adequado celebrar neste momento, dada a situação de muitos munícipes sem condições básicas e a recuperação das habitações.
- O Carnaval da Linhaceira 2026 mantém-se nos dias 14 a 17 de fevereiro, mas pode sofrer ajustes ou cancelamentos conforme as condições meteorológicas e a recuperação de infraestruturas.
- O temporal Kristin e Leonardo causou 13 mortes e afetou gravemente o país; o Governo prolongou a calamidade a 68 concelhos, com medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A Câmara de Tomar anunciou o cancelamento de todas as iniciativas do Carnaval 2026, previstas entre 13 e 17 de fevereiro, devido aos efeitos das recentes intempéries que afetaram o concelho e o país. A decisão exige previsibilidade e segurança para a população.
A medida foi tomada em articulação com a Tomar Iniciativas, entidade organizadora, e considera o contexto de resposta às ocorrências, os prejuízos registados e o respeito pelas pessoas afetadas. A prioridade é apoiar a população e facilitar a recuperação.
O presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, explicou que não é adequado celebrar neste momento, dado que muitos munícipes ainda enfrentam problemas de energia e de reconstrução das habitações. A autarquia agradece a compreensão e aponta o regresso do Carnaval para o próximo ano.
Linhaceira mantém-se com cautelas
Em Linhaceira, o Carnaval 2026 mantém-se programado para 14 a 17 de fevereiro, apesar do cancelamento na cidade. A Associação Cultural e Recreativa da aldeia de Linhaceira (ACRL) sinaliza que o evento pode sofrer ajustes consoante as condições meteorológicas.
A depressão Kristin provocou danos à tenda de preparação dos carros alegóricos e derrubou o boneco publicitário, o que pode implicar alterações na programação de atividades de rua. As autoridades aguardam avaliação de infraestruturas.
Contexto nacional e consequências
Treze pessoas morreram em Portugal durante a passagem das depressões Kristin e Leonardo. Houve centenas de feridos e desalojados, com cortes em energia, água e comunicações. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo continuam mais afetadas.
O Governo prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, com medidas de apoio económico até 2,5 mil milhões de euros. As autoridades mantêm vigilância sobre redes de transporte, serviços públicos e habitação.
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