- O Volvo ES90 é uma berlina elétrica de topo de gama que combina luxo com minimalismo, enfrentando a BMW e a Mercedes.
- O interior prioritiza conforto e espaço, com um piso plano, bancos envolventes e um painel atrás do volante, além de um head-up display generoso.
- O ecrã central de 14,5 polegadas roda o sistema Google, com mapas nativos e integração com Google Maps e Waze, mais câmara de 360 graus.
- O ES90 usa dois computadores Nvidia Drive AGX Orion, com sensores avançados ( lidar, cinco radares, sete câmaras e 12 sensores ultrassónicos) para assistência à condução—por vezes algo brusca no Pilot Assist.
- Em termos de performance, há versão 245 kW (333 cv) com tracção traseira (0 a 100 km/h em 6,6 s) e versão AWD quase 700 cv (4 s); baterias de 88 kWh úteis (Single Motor) ou 102 kWh úteis (AWD), com autonomia WLTP acima de 600 km e até 700 km, carregando até 310–350 kW. A bagageira tem 468 litros, com frunk de 27 litros.
O Volvo ES90 fotocopou-se como berlina topo de gama, com promessa de competir com a BMW e a Mercedes. O objetivo? Combinar luxo com um minimalismo sereno, sem abrir mão da assinatura tecnológica. O teste revelou uma experiência de condução que pode agradar tanto a quem conduz como a quem viaja no banco de trás.
No interior, o espaço é amplo e os bancos envolventes criam uma sensação “de executiva”. O piso plano, resultado da plataforma eléctrica, evita o túnel de transmissão. O painel de instrumentos fica atrás do volante, com head-up display generoso para manter o olhar na estrada.
Minimalismo sueco
Ao volante, a Volvo privilegia tranquilidade frente a uma corrida de armamentos digitais. O design é sofisticado, sem menus complicados para ligar o aquecimento dos bancos. O conjunto transmite calma, em contraste com rivais que apostam em grandes telas.
O ecrã vertical de 14,5 polegadas funciona com o Google Maps nativo e permite instalar apps como o Waze. A integração com a cloud Google facilita dados como agenda e favoritos, potenciando a navegação por voz.
Tecnologias de assistência
O ES90 usa dois computadores Nvidia Drive AGX Orion, com capacidade de 508 biliões de operações por segundo. O objetivo é reforçar a segurança com sensores: lidar, radares, câmaras e ultrassónicos. O Pilot Assist mostrou, porém, alguns pontos de melhoria na leitura de limites.
A visibilidade é reforçada pela câmara 360 graus. A condução assente em assistentes mantém-se boa, mas pode exigir atualizações remotas para maior fluidez no centro da faixa.
Desempenho e autonomia
A versão testada tem um motor único de 245 kW (333 cv) com tracção traseira, capaz de 0-100 km/h em 6,6 segundos. A versão com tracção integral oferece quase 700 cv, com arranque em 4 segundos, sendo opcional para quem não pretende excessos.
A suspensão pneumática filtra bem as irregularidades, e a insonorização é eficaz. A bateria de 88 kWh úteis oferece autonomia WLTP acima de 600 km (versão única) ou 700 km com dois motores. Carregamentos até 350 kW aceleram o reabastecimento.
Espaço de bagagem e frunk
Na bagageira cabem 468 litros, valor competitivo, mas inferior ao BMW i5. O frunk de 27 litros à frente é reduzido, útil para triângulos, mas pouco para cabos de carregamento.
O ES90 apresenta-se como uma opção de luxo discreto, com conforto e tecnologia útil para viagens longas. Pode não oferecer a maior malha de capacidade ou a autonomia mais elevada, mas entrega uma experiência premium autêntica.
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