- O último antepassado comum universal viveu há cerca de quatro mil milhões de anos, segundo um estudo liderado pelo Oberlin College, nos Estados Unidos.
- Os investigadores descrevem uma família de genes chamada “parálogos universais”, presente em pelo menos duas cópias nos genomas de quase todos os organismos atuais.
- Os parálogos universais sugerem que, antes do último antepassado comum universal, já existiam duplicações genéticas que se mantiveram ao longo da evolução.
- O estudo apresenta um método para investigar eventos evolutivos anteriores ao último antepassado comum universal, com base em análise de parálogos universais.
- Todas as situações associadas a estes parálogos relacionam-se com a produção de proteínas ou com o transporte de moléculas através das membranas celulares, duas das primeiras características da vida.
Toda a vida na Terra partilha um antepassado comum que viveu há cerca de quatro mil milhões de anos. Esta conclusão resulta de um estudo liderado pelo Oberlin College, nos EUA, publicado na revista Cell Genomics.
Os investigadores identificaram um tipo de gene denominado parálogo universal. Este grupo é formado por famílias de genes que existem em duas ou mais cópias em quase todos os organismos vivos modernos, sugerindo uma duplicação ancestral anterior ao último antepassado comum universal.
O que é um paralogo?
Um parágrafo é uma família de genes com múltiplos membros no mesmo genoma. No humano, por exemplo, existem várias versões do gene da hemoglobina, cada uma com funções distintas. Os parágrafos universais indicam que duplicações ocorreram antes do antepassado comum universal.
Os autores descrevem que estes parálogos universais estão ligados à produção de proteínas ou ao transporte de moléculas através das membranas celulares. Assim, estas funções de base já estavam presentes nos primórdios da vida.
Segundo Aaron Goldman, embora o último antepassado comum universal seja o organismo mais antigo estudável por métodos evolutivos, alguns dos genes que dele derivam são ainda mais velhos. O estudo analisa todos os parálogos universais conhecidos para compreender melhor as origens celulares.
Os investigadores destacam que o reforço tecnológico com inteligência artificial e hardware especializado pode ampliar o acesso a estas informações históricas da vida. O trabalho reforça a importância de estudar estes genes para entender etapas anteriores à origem da complexidade biológica.
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