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Tempestade Kristin deixa rasto de amianto e expõe população a risco grave

Tempestade Kristin deixou rasto de amianto em vias e habitações; alertas apontam risco grave e exigem remoção por equipas especializadas

A Direcção-Geral da Saúde divulgou recomendações para os trabalhos de limpeza e reconstrução após a tempestade
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  • A tempestade Kristin deixou placas de fibrocimento com amianto partidas e abandonadas em vias públicas, quintais e zonas residenciais, sobretudo na região Oeste.
  • Zero e a Associação de Empresas Portuguesas de Remoção de Amianto alertam para um risco grave e inaceitável de exposição a fibras libertadas.
  • A Direção-Geral da Saúde recomendou cuidados na limpeza, remoção de destroços e reconstrução para proteger a população da contaminação por amianto.
  • AEPRA denuncia práticas informais de terceiros que disponibilizam placas para reparar coberturas, o que é ilegal e perigoso para quem manuseia e para quem vive nas imediações.
  • O amianto é proibido em Portugal desde 2005; não pode ser reutilizado nem reciclado. Devem sinalizar-se locais contaminados e contactar as autoridades; evitar manuseamento.

O temporal Kristin deixou um rasto de fibrocimento danificado em várias zonas do país, com placas de Lusalite partidas abandonadas na via pública. A denúncia partiu de organizações ambientais que alertam para o risco grave de exposição a fibras de amianto contidas nesses materiais. A DGS já tinha emitido orientações de segurança para a limpeza e remoção de destroços.

A Zero e a AEPRA destacam que os resíduos ficaram espalhados por estradas, quintais e áreas residenciais, especialmente na região Oeste. A gravidade do perigo prende-se ao facto de as placas se degradarem com o tráfego e libertarem fibras cancerígenas. A inalação dessas partículas pode causar doenças graves, como asbestose, cancro do pulmão e mesotelioma.

A associação ambientalista informou ter comunicado todos os casos às autoridades competentes, incluindo o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR. A chuva pode reduzir temporariamente a dispersão de fibras, mas o risco aumenta com o secar do tempo e a continuação da fragmentação do material.

AEPRA denuncia ainda práticas informais de apoio às populações afetadas, com cidadãos a oferecer placas de fibrocimento para reparação de coberturas. A reutilização de amianto é proibida por legislação portuguesa desde 2005, com obrigatoriedade de encaminhamento para aterros autorizados.

Entre os perigos agravados estão equipas de socorro, autarquias e voluntários sem formação nem equipamento adequado para a remoção de destroços. Quem aceitar ou utilizar estes resíduos assume responsabilidade legal pela sua remoção.

Amanhã não cancelaram normas: o amianto não pode ser aproveitado, reciclado ou valorizado. A recomendação é evitar tocar em materiais suspeitos, sinalizar locais contaminados, restringir a circulação e avisar as autoridades imediatamente.

O perímetro de risco envolve famílias que ficaram sem condições de habitabilidade, gerando tentação de minimizar o perigo. A comunicação sobre o perigo real deve ser reforçada, segundo as associações, para evitar interpretações incorretas sobre o que envolve a contaminação por amianto.

A resposta adequada, defendem Zero e AEPRA, deve integrar-se nas operações de emergência e ser realizada apenas por equipas especializadas. A gestão segura dos resíduos é vista como essencial para reduzir exposição a fibras cancerígenas.

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