- Godelieve Meersschaert, co-fundadora da associação Moinho da Juventude, atua no bairro da Cova da Moura, em Amadora.
- Ela pratica um modo de refugiar há quase meio século, entendido como espaço para escapar temporariamente às intensidades do mundo exterior.
- O texto recorre a citações de Gaston Bachelard e Raul Brandão para explorar o conceito de refúgio.
- Refúgio é apresentado como algo ligado ao interior de cada pessoa e ao espaço íntimo de cada casa.
Godelieve Meersschaert, co-fundadora da associação Moinho da Juventude, atua na Cova da Moura, Amadora, há quase meio século, promovendo um modo de refugiar para jovens e comunidades. A ação centra-se no acolhimento e no apoio cotidiano.
A ideia de refúgio está ligada a casas que funcionam como espaços de contenção temporária das pressões externas. Segundo a visão que envolve o trabalho desenvolvido, o refúgio é um espaço interior que se constrói a partir de dentro, independentemente de deslocações físicas.
No território, esse conceito ganha continuidade em práticas que valorizam o lar como espaço de segurança e pertença, acompanhando as pessoas ao longo do tempo. A reflexão filosófica de autores que exploravam o tema reforça a importância de um mundo íntimo acessível a todos.
Refletir sobre o refúgio, através da experiência de Meersschaert e da Moinho da Juventude, coloca em evidência a dimensão humana de cada casa. Cada espaço, de acordo com a leitura do movimento, carrega um mundo escondido que pode apoiar quem procura proteção.
Entre na conversa da comunidade