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Proibição de redes sociais a menores de 16 anos e alerta sobre fumo ou Morse

Investigador diz que proibir redes a menores de dezasseis falha sem literacia digital; debate aponta falhas na responsabilização das plataformas

Joaquim Fialho é autor do estudo Scroll. Logo Existo!: comportamentos aditivos no uso dos ecrãs
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  • O Parlamento vai discutir, na próxima quinta-feira, a proposta do PSD de limitar o uso livre de redes sociais por menores de 16 anos, condicionando-o ao consentimento dos pais.
  • O texto situa-se num debate global sobre restrições a crianças e jovens, com referências a Dinamarca, França, Singapura, Finlândia, Espanha e Reino Unido.
  • A Austrália tornou-se o primeiro país a fixar 16 anos como idade mínima para plataformas como Instagram, X, Facebook, TikTok, Reddit e Snapchat.
  • O investigador e professor Joaquim Fialho afirma que restringir o acesso sem investir seriamente na literacia digital não é eficaz e critica a desresponsabilização das plataformas.

O Parlamento vai debater, na próxima quinta-feira, a proposta do PSD de limitar o uso livre de redes sociais por menores de 16 anos, condicionando-o ao consentimento dos pais. A iniciativa insere-se num debate sobre proteção de menores e literacia digital.

O investigador e professor universitário Joaquim Fialho afirma que restringir o acesso não é suficiente sem um investimento sólido em literacia digital. O académico também critica a desresponsabilização das plataformas.

Vários países discutem medidas de restrição para crianças e jovens, entre eles Dinamarca e França. A Austrália já definiu 16 anos como idade mínima para uso de várias plataformas digitais, como Instagram, X, Facebook e TikTok.

Contexto internacional

Além de restrições legais, o debate internacional centra-se em mecanismos de supervisão parental e educação digital. Em Portugal, a proposta do PSD está a gerar reação entre especialistas e partidos, com especial foco na aplicabilidade prática.

Em termos práticos, analistas questionam como avaliar o consentimento dos pais e quais exceções seriam permitidas. O objetivo é equilibrar proteção de menores com acesso responsável à informação.

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