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População de Alcácer do Sal une-se para apoiar famílias e negócios

População de Alcácer do Sal transforma fábricas em armazéns de apoio a famílias e negócios afetados pelas cheias, com donativos provenientes de empresas locais

Foto: José Sena Goulão/Lusa
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  • A população de Alcácer do Sal uniu-se para apoiar famílias e negócios afetados pelas cheias, transformando uma fábrica de pinhão num armazém de bens essenciais.
  • Sofia Rosa e Maria João Rosa coordenam, de forma voluntária, as doações, que chegam de várias zonas e incluem vestuário e produtos de higiene.
  • O esforço envolve a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, empresas e população, com dois espaços de recolha e envio de kits aos serviços sociais.
  • Existem dificuldades de acesso a algumas áreas, com estradas cortadas e aldeias acessíveis apenas por barco; os kits contendo roupa, comida e higiene são distribuídos.
  • Treze pessoas morreram, o Governo prorrogou a calamidade até dia 15 para 68 concelhos, com apoio financeiro até 2,5 mil milhões de euros; há também uma angariação de fundos para ajudar negócios locais.

Um rasto de destruição causado pelas cheias levou a população de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, a transformar fábricas em centros de apoio. Fábrica de pinhão da zona periférica tornou-se armazém para recolha de bens essenciais às famílias afetadas.

Sofia Rosa e a irmã Maria João Rosa coordenam, de forma voluntária, as doações recebidas. O espaço recebe peças de vestuário, higiene e alimentação, com o grupo a pedir que os donativos sejam enviados pouco a pouco, devido à capacidade de triagem.

A colaboração decorre entre o armazém, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Alcácer do Sal, bem como empresas locais e população. O acesso às famílias ainda é difícil, com estradas comprometidas e comunidades ribeirinhas acessíveis apenas por barco.

Solidariedade transforma recursos em apoio

Os donativos chegam de várias zonas vizinhas, como Cabrela e Carvalhal, e chegam carrinhas cheias de ajuda. Cerca de 20 pessoas ajudam no espaço, entre apoio logístico e receção de bens.

Os kits distribuídos contemplam roupa, alimentos e itens de higiene. O objetivo é chegar aos serviços de ação social do município, com o material organizado e encaminhado para quem precisa.

Além de bens, é promovida uma angariação de fundos para os negócios locais afetados pela calamidade. A iniciativa visa repartir os recursos entre todos os comerciantes registados pela autarquia.

Apoio público para famílias e empresas

Treze pessoas já morreram em Portugal devido às depressões Kristin e Leonardo, que intensificaram as cheias. O Governo prolongou a calamidade para 68 concelhos até dia 15, com medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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