- OCDE sugere incentivar financeiramente os adultos e expandir o ensino remoto para favorecer o regresso à escola.
- O estudo aponta que, em Portugal, há barreiras relacionadas com saúde e idade que afetam a adesão à formação ao longo da vida.
- Existe uma fatia substancial de adultos em Portugal com baixa motivação para atividades de educação e aprendizagem ao longo da vida.
- Em comparação com Irlanda, Bulgária e Finlândia, Portugal apresenta, juntamente com a Irlanda, uma presença relativamente elevada de adultos motivados a aprender por motivos pessoais ou profissionais.
- Na Bulgária, o perfil predominante entre adultos envolvidos na aprendizagem é o de desmotivados.
A OCDE afirma que incentivos financeiros e o aumento do ensino digital podem ajudar a superar barreiras como a saúde e a idade, que dificultam a participação de adultos na educação ao longo da vida em Portugal. A instituição publicou o relatório nesta quinta-feira.
O estudo analisa o perfil de alunos adultos em Portugal, destacando que a adesão não é homogénea. Confronta também dados de Irlanda, Bulgária e Finlândia para enquadrar a situação portuguesa dentro de uma visão europeia.
Em Portugal, verifica-se uma fatia considerável de pessoas com baixa motivação para atividades de educação e aprendizagem ao longo da vida. Ainda assim, o relatório aponta que o país, em conjunto com a Irlanda, apresenta níveis relativamente elevados de motivação em comparação com outros exemplos.
Sugestões da OCDE
Segundo a OCDE, os incentivos financeiros e a expansão do ensino remoto podem reduzir barreiras associadas à saúde e à idade. O objetivo é aumentar a participação de adultos em formação, com foco em resultados econômicos e pessoais.
O relatório recomenda políticas que facilitem o acesso ao ensino digital, incluindo infraestruturas, formação de docentes e apoio a estudantes com menos recursos. Estas medidas visam melhorar a adesão e a eficácia da formação ao longo da vida.
A OCDE enfatiza ainda a importância de monitorizar evoluções no mercado de trabalho e adaptar ofertas formativas. A instituição sustenta que a combinação de fundos e modalidades de ensino pode ampliar oportunidades para adultos em Portugal.
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