- Fernanda Cristina Policarpo, 29 anos, foi dada como morta por uma médica de urgência após atropelamento em Bauru, São Paulo.
- Cerca de 40 minutos depois, outra equipa confirmou que a jovem ainda estava viva e iniciou reanimação; foi encaminhada para o Hospital de Base de Bauru.
- Esteve 19 dias hospitalizada, incluindo nove na Unidade de Tratamento Intensivo, antes de regressar a casa.
- A médica responsável pelo diagnóstico incorreto afastou-se de funções e está a ser investigada.
- Em casa, Fernanda continua pouco mobilizada e a balbuciar algumas palavras; médicos apontam lesões provocadas pela demora no atendimento, com perspetiva de recuperação gradual.
Fernanda Cristina Policarpo, 29 anos, foi declarada morta por uma médica de urgência após um atropelamento em Bauru, interior de São Paulo. O equívoco só foi corrigido algumas horas depois, quando outra equipa confirmou que a vítima ainda estava viva.
A jovem permaneceu 19 dias hospitalizada, nove na Unidade de Tratamento Intensivo, entre tratamentos e suporte vital. A clínica envolvida descreve uma luta multidisciplinar para manter Fernanda estável e estabilizar o quadro clínico.
No dia do acidente, 18 de janeiro, Fernanda foi atingida na estrada Comandante João Ribeiro de Barros, na periferia de Bauru. O atropelamento causou múltiplos traumatismos, levando a uma avaliação inicial de morte pelo SAMU.
Pelas informações médicas, a primeira avaliação foi contestada por cidadãos que, na altura, viram sinais de vida no corpo da vítima. A equipa de socorro manteve a decisão inicial, mas reconheceu o erro apenas após nova avaliação.
A concessionária da estrada solicitou uma segunda ambulância com uma equipa adicional. Ao chegar ao local, o médico de plantão constatou que Fernanda ainda respirava e iniciou os procedimentos de reanimação.
Situação atual e consequências
Fernanda foi transferida para o Pronto-Socorro Central e, pela gravidade, encaminhada ao Hospital de Base de Bauru. O hospital confirma que o atraso no atendimento contribuiu para lesões adicionais, mas mantém expectativa de recuperação gradual.
A médica envolvida no diagnóstico incorreto foi afastada de funções e está a ser alvo de investigação. As autoridades não detalharam a timeline nem eventuais sanções durante o inquérito.
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