- A derrocada do talude de apoio a uma casa em Ferreiros de Tendais, Cinfães, provocou o terceiro desalojado no concelho; o morador foi temporariamente realojado com vizinhos por segurança.
- O presidente da Câmara, Carlos Cardoso, informou que a autarquia está a trabalhar numa solução definitiva para evitar que o desalojado seja retirado do meio onde vive.
- O mau tempo tem causado prejuízos no município, com muitos taludes de estradas danificados e vários desalojos.
- Foi reaberto ao trânsito o Caminho Municipal 1025 entre Pias e Valverde; a estrada de Ramires continua cortada desde a semana passada.
- Treze pessoas morreram em Portugal na sequência das depressões Kristin e Leonardo; o Governo prolongou a calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, com apoio de até 2,5 mil milhões de euros.
A derrocada do talude de suporte a uma casa na freguesia de Ferreiros de Tendais, em Cinfães, provocou mais um desalojado. O morador, que vivia sozinho, foi temporariamente realojado com vizinhos por questões de segurança. A vereação confirmou a situação à Lusa.
A Câmara de Cinfães já contabiliza três desalojados no concelho, após a saída de um casal de idosos na quinta-feira. O autarca destacou que está a procurar uma solução definitiva na freguesia para não retirar o morador do meio onde está habituado.
O presidente da Câmara apontou ainda que o mau tempo tem causado prejuízos significativos, com danos em vários taludes e estradas. Vertentes inclinadas na região contribuem para movimentos de massas, explicou.
Situação das vias
Foi reaberto ao trânsito o Caminho Municipal 1025, entre Pias e Valverde, em Tendais. Equipes da autarquia trabalham de dia e de noite para restabelecer as vias municipais, ainda sem data para a reabertura total da estrada de Ramires, que continua cortada.
Contexto regional
Portugal registou 13 mortes desde o início das depressões Kristin e Leonardo, com centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas, com danos generalizados.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, assegurando medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. A calamidade foi decretada inicialmente para cerca de 60 municípios entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro, e depois alargada.
Fonte: Lusa
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