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Dermatologia do Santa Maria obrigadas a devolver dinheiro de cirurgias

Equipes de dermatologia do Hospital de Santa Maria devem devolver verbas auferidas por cirurgias adicionais desde 2021, abrangendo cerca de 27 profissionais e montantes significativos

Cirurgias adicionais no Santa Maria renderam milhões de euros a profissionais
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  • As equipas de dermatologia do Hospital de Santa Maria devem devolver o dinheiro recebido por cirurgias adicionais desde 2021, abrangendo cerca de 27 profissionais, incluindo quem já saiu da unidade.
  • O dermatologista Miguel Alpalhão é citado como tendo recebido mais de 700 mil euros por 500 cirurgias realizadas em horário extra.
  • A devolução está fundamentada em recomendações da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e nas auditorias internas, decidida pela Administração da Unidade Local de Saúde de Santa Maria.
  • O montante a restituir é ilíquido, e há casos de assistentes operacionais com valores até 40 mil euros; os notificados têm direito a audiência prévia.
  • A IGAS disse ao Jornal de Notícias que apenas solicitou informações e que a decisão de devolução é da responsabilidade do hospital; o processo inclui apurar responsabilidades financeiras dos intervenientes.

As equipas de dermatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devem devolver o dinheiro auferido com cirurgias adicionais nos últimos anos. A decisão envolve todos os profissionais, desde assistentes operacionais aos médicos, após auditorias internas e recomendações da IGAS.

A medida abrange montantes recebidos desde 2021 e resulta de uma avaliação da produção cirúrgica adicional realizada no serviço. Miguel Alpalhão, dermatologista, é destacado por ter recebido mais de 700 mil euros pelo trabalho extra.

A direção do hospital justifica a devolução com as recomendações da IGAS e com as conclusões das auditorias internas. Em maio, o Expresso já tinha avançado que o médico recebeu 700 mil euros por 500 cirurgias realizadas em horário adicional.

Investigação e devolução de verbas

Ao todo, cerca de 27 profissionais estão convocados para devolver valores não líquidos, ou seja, superiores ao efetivamente recebido. As verbas a devolver incluem totais acima do que foi pago, contemplando quem já não está na unidade.

O Hospital de Santa Maria afirma cumprir as deliberações internas e seguir as recomendações da IGAS, no seguimento da inspeção solicitada pela administração. A IGAS, por seu lado, indicou que apenas solicitou informação ao hospital e que a decisão de exigir a devolução partiu da instituição.

A auditoria da IGAS aponta ainda a possibilidade de responsabilidade financeira dos intervenientes nos pagamentos indevidos, com apuramento das diferenças entre o que foi pago e o trabalho efetivamente realizado em pequena cirurgia.

Joana Bordalo e Sá, da FNAM, criticou a gestão do hospital, sugerindo falhas ao longo dos anos em que Ana Paula Martins liderava o conselho de administração. A líder sindical pediu clarificações sobre responsabilidades e gestão corrente.

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