- O Governo de Timor-Leste enviou pela primeira vez dez trabalhadores para a Nova Zelândia, ao abrigo de um acordo de mobilidade laboral assinado em abril de 2025.
- O acordo, designado Empregador Sazonal Reconhecido, visa suprir a falta de mão de obra nos setores de horticultura e viticultura na Nova Zelândia.
- O grupo deverá partir ainda este mês; o secretário de Estado para a Formação Profissional e o Emprego, Rogério Mendonça, afirmou que os trabalhadores são embaixadores de Timor-Leste nesta primeira experiência.
- Em abertura de vagas concorreram 20.859 timorenses, mas muitos ficaram de fora durante a seleção documental e entrevistas conduzidas pelos empregadores.
- Segundo o Banco Mundial, mais de 200 mil timorenses trabalham no estrangeiro, com remessas já a representar mais de 11 por cento do PIB não petrolífero; no primeiro semestre de 2025, as remessas totalizaram 80,4 milhões de dólares.
O Governo de Timor-Leste enviou pela primeira vez um grupo de trabalhadores ao abrigo de um acordo de mobilidade laboral com a Nova Zelândia, assinado em 2025. O acordo visa colmatar a escassez de mão de obra nos setores da horticultura e viticultura do arquipélago.
O grupo, composto por dez trabalhadores timorenses, deverá partir ainda este mês. O objetivo é iniciar a primeira experiência de emprego ao abrigo deste acordo, conforme palavras do secretário de Estado para a Formação Profissional e o Emprego, Rogério Mendonça.
A cerimónia de assinatura dos contratos contou com a referência aos futuros embaixadores de Timor-Leste, que devem demonstrar dedicação, responsabilidade e uma atitude positiva. O secretário de Estado reforçou que o número de vagas pode crescer, dependendo da avaliação de desempenho pelos empregadores.
Acordo e etapas seguintes
No total, as vagas iniciais foram preenchidas a partir de um lote de 20.859 timorenses que concorreram, com várias eliminatórias na fase documental e nas entrevistas com os empregadores. Além da Nova Zelândia, Timor-Leste tem acordos com a Austrália, Coreia do Sul e Japão.
Segundo o Banco Mundial, a migração laboral tem ganho expressão na estratégia de desenvolvimento timorense, com mais de 200 mil timorenses a trabalhar no estrangeiro, incluindo cerca de 4.700 em programas formais. Remessas representam mais de 11% do PIB não petrolífero, contribuindo para o consumo interno.
Dados do Banco Central de Timor-Leste indicam que, no primeiro semestre de 2025, as remessas de trabalhadores no estrangeiro totalizaram 80,4 milhões de dólares (aprox. 68 milhões de euros). Esta prática sustenta famílias e reforça o financiamento de atividades económicas locais.
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