- O nível do rio Guadiana junto a Mértola baixou hoje, mas pode subir devido às descargas da barragem de Alqueva e às águas provenientes de Pedrógão.
- A monitorização é constante e as autoridades apelam aos cidadãos para seguirem as orientações da Proteção Civil e do município.
- A evacuação do lar da Santa Casa da Misericórdia de Mértola correu bem, com cerca de 67 ou 68 utentes transferidos para o novo lar em São Miguel do Pinheiro.
- Os restantes utentes ficaram com familiares ou foram acolhidos em instalações temporárias; o novo lar ainda não tem condições para confeção de refeições.
- Além disso, um café ficou inundado na aldeia ribeirinha do Pomarão; o Governo declarou situação de calamidade para 68 concelhos e prevê medidas até 2,5 mil milhões de euros.
O nível da água do rio Guadiana junto à vila de Mértola, no distrito de Beja, está hoje mais baixo, mas as autoridades continuam receosas de uma nova subida. O autarca Mário Tomé afirmou que o caudal desceu nas últimas horas em relação a quarta-feira, mas alerta para possível aumento ao longo do dia.
As indicações apontam que o Alqueva vai continuar a libertar água, somando-se às descargas de Pedrógão e aos caudais afluentes que seguem a entrar no rio. A monitorização é constante e as autoridades pedem cumprimento das orientações da Proteção Civil e do município.
Na quarta-feira à noite, decorreu a evacuação do lar da Santa Casa da Misericórdia de Mértola devido à proximidade do nível da água. A articulação entre entidades permitiu transferir os residentes com segurança para o novo Lar de São Miguel do Pinheiro.
Deslocação de utentes e condições logísticas
Segundo o provedor da SCM, cerca de 67 ou 68 dos 72 utentes foram transferidos para o novo lar, ainda que ainda não esteja totalmente operacional. Os restantes ficaram com familiares.
A transferência contou com o apoio de várias entidades e transportes, disse o responsável, agradecendo a coordenação. As refeições são atualmente confecionadas no lar original e transportadas para o espaço provisório.
Outros impactos na região
Além do lar, há registo de um café inundado na aldeia ribeirinha do Pomarão. O novo lar ainda não tem condições para confeção de refeições, obrigando à logística de transporte.
A Barragem do Alqueva tem realizado descargas para gerir os caudais elevados, resultado das chuvas intensas que chegam às cabeceiras dos afluentes. O Guadiana permanece sob vigilância na região.
Onze pessoas morreram em Portugal desde o início da semana, associadas às depressões Kristin e Leonardo, com centenas de feridos e desalojados. O Governo decretou calamidade em 68 concelhos até ao próximo domingo e lançou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros.
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