- Vários países europeus proíbem cidadãos até aos 16 anos de usar redes sociais; Portugal está entre esses países.
- As redes concentram muitos perfis falsos que comentam notícias e disseminam mentiras, potencialmente influenciando pessoas e organizações, incluindo governos.
- As redes ajudam a moldar a opinião pública através de falsas informações e desinformação.
- Foi admitido que campanhas de notícias falsas nas redes sociais influenciaram decisões políticas em eleições, incluindo a saída do Reino Unido da União Europeia; houve reconhecimento dessa influência.
- A informação credível deve ser produzida por órgãos de comunicação social credíveis, com responsáveis identificados e leis que combatem as notícias falsas, sem esconder-se atrás de perfis falsos.
Com a crescente utilização das redes sociais para votações, incluindo a atribuição de prémios e concursos organizados por instituições de vários níveis, permanecem sinais de alerta sobre a influência destas plataformas. O tema ganha relevância quando se observa a possibilidade de manipulação da opinião pública por meio de conteúdos potencialmente enganosos.
A prática de restringir o acesso a redes sociais a menores de 16 anos é partilhada por diversos países europeus, incluindo Portugal. Este cenário tem sido alvo de constantes alertas sobre riscos associados à privacidade, à segurança e à propagação de desinformação.
O fenómeno assenta, entre outros fatores, na proliferação de perfis falsos que comentam notícias, disseminam conteúdos imprecisos e alimentam campanhas com o objetivo de influenciar decisões públicas. A partisanização de conteúdos e a criação de narrativas falsas são temas centrais neste debate.
Campanhas de desinformação já foram associadas a eventos políticos de grande dimensão. Em alguns casos, ficou-se a conhecer que mensagens proferidas nas redes contribuíram para decisões relevantes, incluindo resultados eleitorais em contextos internacionais. A ligação entre redes sociais e escolhas públicas é objeto de estudo e de preocupação entre especialistas.
A influência das plataformas na formação de opinião tem levado muitos a defender que a produção de informação credível deve ser assegurada por órgãos de comunicação social com responsabilidade editorial, identificação de responsáveis e cumprimento de leis que visam impedir a propagação de falsas notícias, sem esconder autores por trás de perfis anónimos.
Texto assinado por um jornalista e presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional, com publicação em cerca de 50 jornais, reforça a necessidade de equilíbrio informativo e de maior transparência nas práticas de comunicação online.
Contexto e desafios
A matéria continua a exigir regulação mais clara, verificação de factos e educação mediática para utilizadores, especialmente no que diz respeito a conteúdos potencialmente enganosos que circulam nas redes sociais.
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