- Entre 2023 e 2025, o SNS despediu-se de 7.205 profissionais, sendo 3.402 médicos e enfermeiros.
- Em 2025, contabilizaram-se 1.111 aposentações nesses dois grupos, com mais saídas entre enfermeiros do que entre médicos, cuja tendência é de queda.
- No total de 2023 a 2025, 1.382 profissionais abandono o SNS (323 em 2023, 518 em 2024 e 541 em 2025), o que representa um aumento de 67% entre 2023 e 2025.
- Em 2025, 570 médicos e 541 enfermeiros aposentaram-se; desde 2010 o regime para aliviar a escassez de médicos mantém-se, mas com redução no número de médicos reformados.
- No final de 2025 o SNS registava 154.977 profissionais nas 12 carreiras (22.161 médicos especialistas), e permanece a carência de médicos de família, com 1.563.710 utentes sem médico de família e 9.159.218 com médico atribuído.
Nos últimos três anos, o SNS despediu 7205 profissionais, dos quais 3402 eram médicos e enfermeiros. Em 2025 registaram-se 1111 aposentações nesses dois grupos, com tendências opostas: mais enfermeiros a sair, médicos a reformar-se menos.
No total, 2419 profissionais das 12 carreiras deixaram o SNS no ano passado. Segundo a ACSS, as aposentações crescem, ainda que com realidades distintas entre profissões. A saída de enfermeiros é a mais preocupante.
Entre 2023 e 2025, 1382 enfermeiros abandonaram o SNS, com 323 reformas em 2023, 518 em 2024 e 541 em 2025, registando-se um crescimento de 67%. Os médicos mostram o caminho oposto, com redução em 30%.
Contexto das aposentadorias
Para 2026, o Governo autorizou o SNS a contratar até 1111 médicos aposentados, mais 41 do que em 2025, incluindo novos contratos e renovações. O diploma aponta a demografia médica como desafio e a atuação prioritária da medicina geral.
No final de 2025, o SNS tinha 154 977 profissionais nas 12 carreiras, o maior número da última década, com 22 161 médicos especialistas, mais 2% face a 2024. A tendência é de aumento global de recursos humanos.
Carência de médicos de família
O número de utentes sem médico de família voltou a crescer no final de 2025, para 1 563 710. Por outro lado, houve mais inscritos em cuidados de saúde primários e mais utentes com médico de família atribuído, totalizando 9 159 218.
Bastonários das Ordens de médicos e enfermeiros manifestam preocupação com os dados de aposentações, defendendo que a continuidade de saídas pode afetar a qualidade dos cuidados e o acompanhamento dos doentes. O SNS sustenta que há ganhos de recursos humanos que sustentam a prestação de serviços.
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