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Metade das publicações sobre imigração na X contêm desinformação

Estudo revela que metade das publicações sobre imigração no X contêm desinformação, destacando risco para confiança em instituições e democracia

A análise pretende promover a deteção e combate da desinformação online
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  • Estudo da Fad Juventud, apresentado em Madrid, analisou 1.000 publicações no X entre abril e junho de 2024; 18,5% continham desinformação.
  • Nas mensagens sobre imigração, metade apresentava desinformação, Portugal? não, é X global; a conclusão aponta que 50% das publicações sobre imigração contêm desinformação.
  • Entre os tipos, a desinformação é maior na forma de engano (60%), com descontextualização e outros tipos também presentes.
  • Três em cada quatro mentions desinformativas têm tom negativo, visando gerar desconfiança sobre pessoas, instituições e reduzir credibilidade democrática.
  • Os criadores de conteúdo são os principais difusores; os 100 maiores difusores conseguem mobilizar 11 milhões de publicações num mês; 45% das menções desinformativas alinham-se com a extrema-direita.

Quase 20% das publicações na rede social X contêm desinformação, com metade das mensagens sobre imigração a apresentar esse tipo de conteúdo. O estudo foi publicado pela organização Fad Juventud, em Madrid, no Dia da Internet Segura (10 de fevereiro), e analisou uma amostra de 1.000 publicações recolhidas entre abril e junho de 2024.

O investigador responsável, Xavier Moraño, detalhou que, de cada 1.000 publicações, cerca de 200 contêm desinformação (18,5%). A maior parte é de natureza enganosa (60%), com descontextualização e outros formatos que podem induzir a erro, como exageros ou humor mal interpretado.

O tema com maior incidência de desinformação é a imigração, em que uma a cada duas publicações apresenta conteúdo enganoso, representando 50% do conjunto. Além disso, áreas como justiça, religião, conflitos bélicos, política, media, saúde e género também foram afetadas pelo fenómeno.

Resultados principais

Quatro em cada dez menções desinformativas visam criaram desconfiança ou rejeição em relação a pessoas, instituições e colectivos. O objetivo é prejudicar ou insultar, segundo o estudo. Não houve depender de exemplos de alvo, mas políticos, jornalistas e juízes foram os principais visados.

A análise da orientação política mostrou que 45% das desinformações está alinhada com a extrema-direita, com perfis críticos da imigração e do multiculturalismo, nacionalismo e conservadorismo religioso. Rejeita políticas progressistas e defende revisões históricas.

Os criadores de conteúdo aparecem como os principais difusores, recorrendo à polarização e ao confronto. Os 100 maiores difusores poderão mobilizar cerca de 11 milhões de publicações por mês, segundo a Fad Juventud.

Perfil dos difusores

A Fad Juventud aponta que o ruído informativo não é marginal, mas sim uma presença constante no debate diário das redes. A entidade sustenta que é necessária uma resposta combinando responsabilidade da indústria, literacia digital e cidadania digital para mitigar a desinformação.

Beatriz Martín, diretora-geral da organização, ressalta a necessidade de um ambiente online mais saudável e ético. O objetivo passa por fortalecer a educação cívica digital e a deteção de desinformação, junto com avanços na responsabilização das plataformas.

Contexto e medidas

A análise baseou-se numa amostra representativa de 1.000 publicações no X, recolhidas entre abril e junho de 2024. A Fad Juventud pretende, com o estudo, medir o fenómeno e orientar políticas de bem-estar online para jovens. As conclusões destacam a relevância de monitorização contínua e de estratégias de literacia mediática.

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